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Em tom alarmista, Trump tenta mobilizar base na véspera de eleição decisiva nos EUA

Às vésperas das eleições de meio de mandato, Donald Trump adota retórica de confronto e alerta para riscos de derrota republicana no Congresso.

Foto: - O presidente dos EUA, Donald Trump - Foto: Mandel Ngan/AFP · Original e licença

Na véspera das eleições de meio de mandato, que prometem redefinir o equilíbrio de poder em Washington, o presidente Donald Trump adotou um tom dramático e de forte apelo emocional. Em um discurso realizado no Memorial Lincoln, o mandatário classificou o pleito como o momento mais grave da história recente do país, buscando galvanizar sua base eleitoral diante de projeções desfavoráveis.

O presidente concentrou sua retórica na desqualificação da oposição, descrevendo os candidatos democratas como os mais perigosos da trajetória política norte-americana. A estratégia de Trump tenta transformar a votação em um plebiscito sobre a sobrevivência de seu próprio projeto de governo, em um cenário onde sua popularidade enfrenta desafios significativos. Segundo levantamentos da Reuters/Ipsos, a rejeição à sua administração atingiu a marca de 66%.

O resultado das urnas, que renovam a totalidade da Câmara dos Representantes e 35 cadeiras do Senado, é visto como um divisor de águas para a governabilidade. Caso o Partido Republicano perca a maioria legislativa, a gestão Trump deve enfrentar uma paralisia em pautas centrais, além da perspectiva de intensas investigações parlamentares. A instabilidade política nos EUA também gera reflexos globais, com potencial impacto nos mercados financeiros e na economia brasileira, especialmente devido à volatilidade dos juros e do dólar.

Em resumo

  • Donald Trump realizou um discurso de tom alarmista no Memorial Lincoln na véspera das eleições de meio de mandato.
  • Pesquisas da Reuters/Ipsos apontam uma rejeição de 66% à gestão do presidente norte-americano.
  • A possível perda da maioria republicana no Congresso ameaça a governabilidade e pode afetar mercados emergentes, incluindo o Brasil.

Fonte: Revista Fórum

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