Economia sob pressão: inflação e custo de vida marcam véspera de eleições nos EUA
Às vésperas das eleições de meio de mandato, o governo Trump enfrenta o desafio do descontentamento popular com a inflação, apesar de indicadores de crescimento e mercado de trabalho aquecido.

Foto: Donald Trump fala a apoiadores em comício no Five Flags Center, em Dubuque, Iowa. Foto: Evan Vucci/Reuters · Original e licença
Os Estados Unidos se preparam para as eleições de meio de mandato nesta terça-feira (3) sob um clima de incerteza econômica. Embora o nome de Donald Trump não esteja nas cédulas, o desempenho de sua gestão, especialmente no que tange ao custo de vida, tornou-se o termômetro central para os eleitores que decidirão a composição do Congresso.
O descontentamento popular é alimentado pela persistência da inflação, que afeta diretamente o preço de combustíveis, serviços e alimentação. Parte do eleitorado associa esse cenário às tarifas comerciais implementadas pelo governo e aos impactos da guerra com o Irã nos custos globais de energia. O cenário é de contrastes: enquanto o desemprego se mantém em patamares baixos — 4,2% em setembro — e os pedidos de auxílio-desemprego seguem próximos de mínimas históricas, a confiança do consumidor apresenta oscilações preocupantes, com índices da Universidade de Michigan atingindo níveis historicamente baixos.
No campo macroeconômico, o governo destaca um crescimento anualizado de 3,4% no último trimestre, impulsionado por um salto de 12,7% nos investimentos corporativos voltados à inteligência artificial. O secretário do Tesouro, Scott Bessent, declarou à CNBC que o comportamento do consumidor permanece sólido. Contudo, o mercado financeiro vive um momento de cautela, com resultados de gigantes como Amazon e Intel gerando dúvidas sobre a sustentabilidade dos investimentos em tecnologia.
O poder de compra dos trabalhadores permanece estagnado, com preços e salários crescendo na mesma proporção de 5,5% desde o início de 2025. Para complicar o acesso ao crédito, o Federal Reserve elevou os juros em setembro, com possibilidade de novos aumentos em dezembro, enquanto o financiamento imobiliário de 30 anos segue acima da barreira dos 7%.
Em resumo
- Eleições de meio de mandato ocorrem nesta terça-feira (3) com foco no impacto econômico da gestão Trump.
- Inflação e custo de vida elevam o descontentamento, apesar da taxa de desemprego baixa de 4,2%.
- Crescimento de 3,4% no último trimestre é sustentado por investimentos em inteligência artificial.
- Política monetária restritiva do Federal Reserve e juros imobiliários acima de 7% pressionam o orçamento das famílias.
Fonte: Diário do Centro do Mundo

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