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PUC-Rio investiga estudante por ataques racistas contra a memória de Marielle Franco

Universidade abriu procedimento interno após aluno de Direito proferir ofensas racistas e classistas contra a ex-aluna e vereadora em grupo de WhatsApp.

Foto: - Ato em memória de Marielle Franco no centro do Rio de Janeiro (Tomaz Silva/Agência Brasil) · Original e licença

A Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio) instaurou uma investigação interna para apurar denúncias de racismo e classismo contra a vereadora Marielle Franco, ex-aluna da instituição. O caso veio a público após Luyara Franco, filha da parlamentar assassinada em 2018, denunciar mensagens enviadas por um estudante do curso de Direito em um grupo de WhatsApp.

Segundo o relato de Luyara, o aluno utilizou termos racistas para se referir à sua mãe e questionou a origem dos recursos que permitiram a vereadora cursar a universidade. A repercussão foi imediata, mobilizando coletivos estudantis, a União Nacional dos Estudantes (UNE) e a União Estadual dos Estudantes do Rio de Janeiro (UEE-RJ). Em carta conjunta, as entidades classificaram o episódio como uma forma de violência política e de gênero, exigindo medidas concretas da reitoria.

Em nota oficial, a PUC-Rio repudiou os ataques e confirmou que o caso está sendo tratado pelo seu Programa de Integridade. A instituição reforçou seu compromisso com uma educação antirracista e afirmou que está adotando as providências administrativas e legais cabíveis, embora não tenha estipulado um prazo para o encerramento das apurações.

Em resumo

  • A PUC-Rio investiga um estudante de Direito por ofensas racistas e classistas contra Marielle Franco.
  • As mensagens foram expostas por Luyara Franco, filha da vereadora, gerando forte reação do movimento estudantil.
  • Entidades como UNE e UEE-RJ exigiram providências contra o que classificaram como violência política.
  • A universidade abriu um processo administrativo interno para apurar o caso.

Fonte: Revista Fórum

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