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EUA decidem hoje o futuro do governo Trump em eleições de meio de mandato

Americanos vão às urnas nesta terça-feira em um pleito que pode frear a agenda republicana e redefinir o controle do Congresso dos Estados Unidos.

Foto: Donald Trump Crédito: REUTERS/Jonathan Ernst · Original e licença

Os Estados Unidos vivem nesta terça-feira (3) um dia decisivo para o futuro da administração de Donald Trump. As eleições de meio de mandato colocam em jogo o controle das duas casas do Congresso, com os democratas buscando reverter a hegemonia republicana e impor limites à agenda do atual governo. Segundo dados da agência Reuters, o clima de mobilização é recorde, com cerca de 57 milhões de votos antecipados registrados até a véspera, superando significativamente os números de 2022.

O cenário eleitoral é marcado por uma vantagem democrata nas intenções de voto. Uma pesquisa Reuters/Ipsos, concluída na segunda-feira (2), aponta que 46% dos eleitores preferem candidatos da oposição, enquanto 38% apoiam os republicanos. Caso confirmada a tendência, a oposição pode retomar a Câmara dos Representantes, o que permitiria o início de investigações parlamentares e o bloqueio de indicações de Trump para o Judiciário, incluindo possíveis vagas na Suprema Corte.

A reta final da campanha foi marcada por intensas disputas judiciais. Na Califórnia, a Suprema Corte negou um pedido do governo Trump para barrar a contagem de mais de 20 mil votos por correio. Paralelamente, no Alasca, um juiz federal rejeitou uma tentativa do Departamento de Justiça de impedir a certificação dos resultados em uma disputa local, frustrando manobras que buscavam questionar a lisura do pleito.

No Michigan, a corrida ao Senado entre o democrata Abdul El-Sayed e o republicano Mike Rogers tornou-se um símbolo da polarização do país. El-Sayed, que pode se tornar o primeiro senador muçulmano dos EUA, tem sido alvo de ataques de Trump, que questiona sua lealdade. Em resposta, o candidato democrata afirmou que sua missão é superar divisões, enquanto Rogers rotula o adversário como extremista.

Em um esforço para evitar uma derrota legislativa, Trump tem percorrido o país e apelado aos seus apoiadores para que votem como se ele próprio estivesse na cédula. Contudo, o impacto dessas eleições vai além das fronteiras americanas, sendo observado de perto por lideranças globais que acompanham o possível enfraquecimento da influência da extrema-direita no cenário internacional.

Em resumo

  • Democratas lideram pesquisas nacionais com 46% contra 38% dos republicanos.
  • Votação antecipada atingiu 57 milhões de eleitores, superando recordes anteriores.
  • Suprema Corte barrou tentativa do governo de invalidar votos por correio na Califórnia.
  • Disputas no Michigan e Alasca concentram tensões judiciais e políticas.

Fonte: Brasil 247

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