Ataque secreto dos EUA à ilha iraniana de Qeshm eleva tensão no Estreito de Ormuz
Operação militar americana ocorre na véspera das eleições de meio de mandato, contradizendo discurso de Trump sobre possível acordo com Teerã.

Foto: O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Foto: Joyce N. Boghosian/Casa Branca · Original e licença
Em uma movimentação que intensifica a instabilidade no Oriente Médio, os Estados Unidos realizaram um ataque secreto contra a ilha iraniana de Qeshm nesta segunda-feira (2). A informação, divulgada pelo jornal The Wall Street Journal, aponta que a ofensiva faz parte de uma estratégia de ações militares limitadas conduzidas por Washington nas últimas semanas.
A ilha de Qeshm possui valor estratégico fundamental por estar situada no Estreito de Ormuz, uma das rotas mais importantes para o escoamento global de petróleo. Embora a agência estatal iraniana IRNA tenha confirmado a ocorrência de explosões na região, não houve um pronunciamento oficial do Comando Central dos Estados Unidos (CENTCOM) sobre a autoria da operação.
O episódio ocorre em um momento de contradições diplomáticas. Pouco antes da ação, o presidente Donald Trump havia sinalizado a jornalistas que não pretendia atacar o Irã após as eleições de meio de mandato, que ocorrem nesta terça-feira (3). A postura de Trump, contudo, destoa da retórica beligerante mantida desde o início do conflito entre as duas nações, em 28 de fevereiro.
A tensão escalou nos últimos dias após o líder supremo iraniano, Mojtaba Khamenei, ordenar uma resposta contundente a qualquer ameaça externa. Do lado iraniano, o porta-voz do Exército, Mohammad Akraminia, alertou que um novo conflito teria proporções imprevisíveis, em resposta a declarações anteriores de Trump sobre a capacidade de neutralizar alvos no país rapidamente.
Em resumo
- EUA realizaram ataque sigiloso à ilha de Qeshm, ponto estratégico no Estreito de Ormuz.
- Operação ocorre na véspera das eleições americanas e contrasta com promessas de paz de Trump.
- Conflito entre Washington e Teerã persiste desde fevereiro de 2026.
- Líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, prometeu resposta sem limites geográficos a novas agressões.
Fonte: Diário do Centro do Mundo

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