Política · Justiça

De olho na presidência do Senado, Alcolumbre acena com anistia para atrair votos do PL

Davi Alcolumbre articula apoio de parlamentares do PL para sua reeleição ao comando do Senado, utilizando a pauta da anistia como moeda de troca.

Foto: Jair Bolsonaro abraçando Alcolumbre. Foto: Valter Campanato/Agência Brasil · Original e licença

Em uma movimentação estratégica para garantir sua permanência no comando do Senado a partir de 2027, o atual presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP), tem buscado atrair votos de integrantes do PL. A estratégia ocorre mesmo diante da expectativa de que o partido, que deterá a maior bancada da Casa com 29 das 81 cadeiras, lance a candidatura de Rogério Marinho (PL-RN) ao posto.

Segundo informações divulgadas pelo jornal O Globo, a articulação de Alcolumbre passa pela sinalização de que poderá pautar a anistia aos condenados pelos atos de 8 de janeiro, o que incluiria o ex-presidente Jair Bolsonaro. O senador calcula que, apesar da candidatura oficial da legenda, pode conquistar o apoio de ao menos quatro parlamentares da sigla.

O cenário, contudo, é marcado por contradições. Enquanto Alcolumbre tenta seduzir a base bolsonarista com a pauta da anistia, a maior parte do PL pressiona pelo impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), especialmente Alexandre de Moraes. Como a presidência do Senado detém o poder de decidir sobre o prosseguimento de pedidos de afastamento de magistrados, a reeleição de Alcolumbre é vista como um entrave a essa agenda, dado seu histórico de proximidade com o ministro.

Em resumo

  • Davi Alcolumbre busca apoio no PL para sua reeleição, prometendo pautar a anistia aos envolvidos no 8 de janeiro.
  • O PL, que terá a maior bancada do Senado em 2027, planeja lançar Rogério Marinho como candidato oficial.
  • A disputa coloca em xeque a pauta de impeachment de ministros do STF, defendida pela oposição.

Fonte: Diário do Centro do Mundo

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