Justiça · Segurança

Justiça busca na Meta provas sobre morte em salto de rope jump em Limeira

O TJSP quer acesso a dados de perfil de empresa de esportes radicais após falhas de segurança causarem a morte de uma jovem de 21 anos.

Foto: Maria Eduarda Rodrigues de Freitas é arremessada por instrutores. Foto: Reprodução · Original e licença

O Tribunal de Justiça de São Paulo deu um passo importante na apuração da morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, ocorrida em junho. A jovem perdeu a vida ao despencar de uma altura de 40 metros durante uma prática de rope jump na Ponte do Esqueleto, em Limeira. Agora, o Judiciário exige que a Meta entregue informações sobre a conta da empresa responsável pela atividade, buscando entender se houve manipulação de provas digitais após a tragédia.

A investigação esbarrou em barreiras técnicas impostas pela própria empresa. Embora Evelyne dos Santos Gonçalves, identificada como CEO do negócio, tenha fornecido dados de acesso, as autoridades não conseguiram entrar na conta. O sistema de autenticação em duas etapas estava vinculado a um aparelho telefônico desconhecido, o que impediu a verificação. O tribunal quer saber se postagens foram deletadas e por que o perfil foi desativado.

O Ministério Público de São Paulo sustenta que a morte foi resultado de uma negligência criminosa. Segundo a promotoria, os responsáveis não realizaram os protocolos básicos de segurança, como a conferência da corda e a dupla checagem dos equipamentos. Além do homicídio com dolo eventual, Evelyne é acusada de fraude processual, sob a suspeita de ter retirado a câmera que a vítima usava e apagado as imagens registradas no momento do acidente.

Atualmente, Evelyne dos Santos Gonçalves, Luís Felipe Feliciano Egoroff, Maicon Fernandes Cintra e Vitor de Freitas Gonçalves seguem detidos enquanto o processo tramita na Justiça.

Em resumo: - O TJSP solicitou à Meta dados de perfil de empresa de rope jump para investigar possível ocultação de provas. - Quatro pessoas, incluindo a CEO, foram denunciadas por homicídio com dolo eventual e permanecem presas. - O Ministério Público aponta negligência na segurança e fraude processual.

Fonte: Diário do Centro do Mundo

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