Política

Fogo amigo no PL: bolsonaristas denunciam esquema de pagamento para ataques virtuais

Apoiadores de Jair Bolsonaro relatam ofertas de R$ 100 por alvo para silenciar rivais internos do partido em redes sociais.

Foto: Lançamento da campanha do senador Flávio Bolsonaro à presidência - Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil · Original e licença

O Partido Liberal (PL) enfrenta um racha interno que transbordou para as redes sociais, com denúncias de que apoiadores estariam sendo remunerados para promover ataques contra integrantes da própria legenda. Segundo informações divulgadas pela Folha de S. Paulo, militantes bolsonaristas relataram, durante uma transmissão ao vivo no X realizada em 25 de agosto, terem recebido propostas de R$ 100 por nome para silenciar, bloquear e utilizar robôs contra adversários internos.

A denúncia ocorreu no fórum Space Arena, organizado por Rafael Cavalcanti. Na ocasião, um dos participantes afirmou ter recebido uma lista com 50 perfis de aliados que deveriam ser alvos de ações coordenadas. O denunciante, que afirmou ter recusado a oferta, declarou: “Não me vendi”. As instruções visavam enfraquecer alas rivais dentro do espectro conservador, em um cenário de disputa que tem sido monitorado por observadores políticos.

Um dos usuários que participou da live apontou o ex-deputado Eduardo Bolsonaro como uma das fontes das orientações. Questionado pela reportagem da Folha, o aliado de Eduardo, Paulo Figueiredo, informou que o ex-parlamentar desconhece o episódio. O mesmo denunciante admitiu ter recebido pagamentos para realizar campanha presencial em favor de pré-candidatos do PL, embora não tenha revelado os nomes dos beneficiados.

O conflito reflete tensões crescentes entre o grupo de Eduardo Bolsonaro e o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG). A disputa gira em torno da estratégia para a presidência, com divergências sobre a prioridade de atuação: enquanto aliados de Eduardo cobram engajamento na campanha de Flávio Bolsonaro, o grupo de Nikolas defende o foco no enfrentamento ao governo Lula. Essa divisão transformou a militância digital em um campo de batalha interno, com o uso de táticas de desinformação voltadas contra o próprio partido.

Em resumo

  • Militantes denunciam oferta de R$ 100 por perfil para atacar aliados do PL.
  • Instruções incluíam uso de bots e bloqueios contra rivais internos.
  • Eduardo Bolsonaro foi citado como origem das orientações, mas negou conhecimento.
  • Disputa interna opõe alas ligadas a Eduardo Bolsonaro e Nikolas Ferreira.

Fonte: Revista Fórum

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