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Clubes de futebol alertam STF sobre rombo milionário com proibição das bets

Representantes de Flamengo e Fluminense debatem no Supremo os impactos econômicos da restrição às apostas esportivas, enquanto governo defende proteção social.

Foto: Vice-presidente do Flamengo, Flávio de Araújo Willeman, participa de audiência pública no STF e alerta para perdas financeiras e riscos a empregos e investimentos em atletas olímpicos Crédito: Reprodução/TV Justiça · Original e licença

O Flamengo levou ao Supremo Tribunal Federal (STF) um alerta sobre os impactos financeiros da proibição das apostas esportivas de cota fixa no Brasil. Segundo o vice-presidente do clube, Flávio de Araújo Willeman, a medida pode gerar uma perda de R$ 430 milhões em receitas e colocar em risco cerca de 1,2 mil postos de trabalho. Os dados foram apresentados nesta terça-feira (3) durante audiência pública convocada pelo ministro Luiz Fux, relator da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 8027.

Conforme apuração da coluna de Manoela Alcântara, do Metrópoles, o dirigente rubro-negro argumentou que a decisão cria insegurança jurídica, uma vez que o clube firmou compromissos financeiros com atletas e funcionários baseando-se em contratos de patrocínio que seguiam a legislação aprovada anteriormente pelo Congresso. Willeman destacou que a interrupção desses acordos pode comprometer, inclusive, a preparação de atletas para os próximos Jogos Olímpicos.

O Fluminense também se posicionou contra a medida, focando na inviabilidade do cronograma. O representante do clube, Matheus Reis e Montenegro, criticou o prazo de apenas dez dias para a adaptação das instituições. Ele ressaltou que, embora o governo aponte o drama da ludopatia, é necessário considerar o impacto social do desemprego que a proibição pode causar.

Do outro lado, o governo federal manteve a defesa da restrição como uma medida de proteção às famílias. O ministro da Justiça, Wellington César Lima e Silva, citou a relação entre o setor e o crime organizado, enquanto o advogado-geral da União, Jorge Messias, enfatizou a necessidade de combater o vício em jogos. O ministro Luiz Fux, ao abrir a sessão, reforçou que o tribunal tem recebido relatos sobre as consequências nocivas das apostas para a sociedade brasileira.

Em resumo

  • O Flamengo estima prejuízo de R$ 430 milhões e risco a 1,2 mil empregos com a proibição das bets.
  • O Fluminense questionou o prazo de dez dias para adaptação, classificando-o como impossível.
  • O governo federal defende a medida como forma de combater a ludopatia e o crime organizado.
  • O STF analisa a constitucionalidade da medida provisória que restringiu a atividade no país.

Fonte: Brasil 247

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