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Conflito com Irã é apontado como principal culpado pela derrota republicana nos EUA

Estrategistas e aliados de Donald Trump admitem que a guerra iniciada em fevereiro elevou o custo de vida e custou o controle do Congresso ao partido.

Foto: Principais influenciadores conservadores se voltam contra Trump por causa do Irã · Original e licença

A derrota do Partido Republicano nas eleições legislativas da última terça-feira (3) tem um culpado central na visão de aliados e estrategistas da legenda: a guerra contra o Irã. O próprio presidente Donald Trump admitiu, em entrevista ao The Wall Street Journal, que o conflito militar, iniciado em fevereiro, teve um peso decisivo no resultado das urnas.

Segundo apuração do New York Post, a ofensiva militar gerou uma escalada nos preços da gasolina e do diesel, corroendo o poder de compra das famílias americanas. O cenário frustrou a promessa de campanha de Trump de evitar novos conflitos e reduzir despesas domésticas, gerando um desgaste profundo dentro do próprio campo conservador.

A insatisfação interna é ampla e atinge desde conselheiros próximos até figuras influentes da política externa. Um estrategista republicano chegou a sugerir que o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, deveria ser agradecido pela oposição pela vitória democrata, classificando a guerra como um desastre. Outras fontes criticaram duramente conselheiros como Mark Levin, acusando-os de induzir o presidente ao erro sem uma estratégia de saída clara.

John Ullyot, ex-integrante do Pentágono, reforçou que o eleitorado esperava uma gestão focada na redução do custo de vida, e não em uma guerra interminável. Apesar da pressão por mudanças na equipe e de reconhecer o impacto eleitoral, Trump afirmou que não se arrepende da decisão de iniciar o confronto.

Em resumo

  • A guerra contra o Irã, iniciada em fevereiro, é apontada como fator determinante para a perda do controle do Congresso pelos republicanos.
  • O aumento dos preços dos combustíveis e o custo de vida foram os principais pontos de desgaste eleitoral.
  • Aliados de Trump criticam conselheiros e a influência de Benjamin Netanyahu na condução da política externa.
  • O presidente reconheceu o impacto negativo do conflito, mas mantém a postura sobre a decisão militar.

Fonte: Brasil 247

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