Economia dos EUA dá sinais de fadiga com inflação persistente e queda na poupança
O setor de serviços norte-americano desacelerou em outubro, pressionado por gargalos logísticos e pela erosão do poder de compra das famílias.

Foto: Restaurante em Nova York Crédito: Reuters/Andrew Kelly · Original e licença
A economia dos Estados Unidos, motorizada majoritariamente pelo setor de serviços, apresentou uma desaceleração em outubro. Dados divulgados nesta quarta-feira (4) pelo Instituto de Gestão de Fornecimento (ISM) mostram que o Índice de Gerentes de Compras (PMI) do segmento recuou para 54,5 pontos, ante os 54,9 registrados em setembro. Embora o resultado mantenha o setor em expansão, o desempenho ficou abaixo das expectativas do mercado.
O cenário é agravado pela fragilidade financeira das famílias. Com a inflação corroendo o poder de compra, a taxa de poupança caiu para 3,8%, o nível mais baixo dos últimos quatro anos. Esse esgotamento, somado à queda no volume de novas encomendas, sugere que o ritmo de crescimento do país deve perder fôlego ao longo do quarto trimestre.
A logística global também impõe barreiras severas. O indicador de entregas de fornecedores saltou para 56,7 pontos, evidenciando um gargalo que persiste há quase dois anos. O quadro é intensificado por tensões geopolíticas, incluindo tarifas de importação e o conflito no Oriente Médio, que pressionam os preços dos combustíveis e dificultam o abastecimento estratégico.
Diante da inflação que insiste em permanecer acima da meta de 2% do Federal Reserve, o mercado já projeta um novo aumento nos juros para dezembro. Atualmente, a taxa básica está fixada entre 3,75% e 4,00%, com analistas prevendo que o custo de vida elevado deve persistir até 2027.
Em resumo
- O PMI de serviços caiu para 54,5 pontos, refletindo uma desaceleração no setor.
- A taxa de poupança das famílias atingiu o menor nível em quatro anos, sinalizando perda de fôlego no consumo.
- Gargalos logísticos e tensões geopolíticas mantêm os custos de insumos em patamares elevados.
- A inflação persistente mantém a pressão sobre o Federal Reserve para novos aumentos nos juros.
Fonte: Brasil 247

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