Disparada do dólar acende alerta para alta nos preços dos alimentos
A valorização da moeda americana pressiona o custo de commodities agrícolas e ameaça encarecer itens básicos da mesa dos brasileiros.

Foto: Grãos de soja são descarregados de uma colheitadeira em uma fazenda em Sarandi, no Rio Grande do Sul, em 2 de abril de 2024 Crédito: REUTERS/Diego Vara · Original e licença
A recente escalada do dólar frente ao real trouxe uma preocupação imediata para a economia doméstica: o encarecimento de commodities fundamentais. Segundo informações da Folha de S.Paulo, a valorização da moeda norte-americana tem pressionado os preços de produtos como soja, milho, açúcar, trigo e café, criando um cenário que, se persistir, pode resultar em repasses inflacionários ao consumidor final nos próximos meses.
O impacto é sentido com força na cadeia de proteínas. Como o milho e a soja compõem a base da ração animal, a alta desses insumos eleva os custos da pecuária, o que tende a ser refletido no preço das carnes nos supermercados. O economista André Braz, do FGV Ibre, destaca que a probabilidade de pressão sobre os preços cresce conforme o dólar se mantém em patamares elevados.
Os dados do Cepea ilustram a mudança no mercado: no Paraná, a saca de 60 kg de soja atingiu R$ 152,45 na última terça-feira (3), uma alta de 3,9% em relação ao período pré-eleitoral. O milho, em Campinas (SP), subiu 3%, chegando a R$ 66,19. No setor sucroenergético, o açúcar cristal em São Paulo acumulou sua 15ª semana consecutiva de valorização, a maior sequência desde 2020.
Além da pressão cambial, o setor monitora riscos climáticos e a política de combustíveis. Embora a semeadura da soja avance bem, o fenômeno El Niño permanece como uma variável de incerteza. Paralelamente, o preço do diesel, essencial para o escoamento da safra, segue sob atenção, especialmente após a renovação da subvenção federal por mais 30 dias.
Em resumo
- A alta do dólar encarece insumos agrícolas, pressionando o custo de produção de carnes e grãos.
- Commodities como soja, milho, açúcar e café registraram valorizações expressivas desde o final de outubro.
- Analistas alertam que a permanência da moeda em patamares altos pode elevar a inflação de alimentos no curto e médio prazo.
Fonte: Brasil 247

O que você acha desta notícia?
Seja o primeiro a compartilhar sua opinião.