Disputa pelo Senado: Ataques bolsonaristas a Tereza Cristina geram crise na oposição
A pressão de aliados de Rogério Marinho contra a candidatura de Tereza Cristina ao Senado irritou a bancada do PP, que ameaça boicotar atos do PL.

Foto: A senadora Tereza Cristina. Foto: reprodução · Original e licença
A corrida pela presidência do Senado, marcada para 1º de fevereiro, enfrenta um momento de alta tensão dentro do campo da oposição. A senadora Tereza Cristina (PP-MS) tem sido alvo de uma ofensiva digital e de banners promovidos por bolsonaristas, que exigem sua retirada da disputa em favor de Rogério Marinho (PL-RN). A postura agressiva dos aliados do PL gerou forte desconforto na bancada do PP, que agora avalia os próximos passos na sucessão da Casa.
Embora Tereza Cristina e Marinho tenham firmado um compromisso inicial de apresentar uma candidatura única contra a reeleição de Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), a definição de quem encabeçará a chapa ainda é um ponto de impasse. O acordo prevê que o nome com menor viabilidade retire sua candidatura em janeiro. Contudo, a pressão pública contra a ex-ministra tem provocado irritação entre seus correligionários, que não descartam abrir negociações com o próprio Alcolumbre caso os ataques persistam.
O PP detém seis votos decisivos na próxima legislatura. Atualmente, a bancada está dividida: dois senadores são considerados alinhados a Alcolumbre, dois tendem à oposição e outros dois permanecem indefinidos. O clima de insatisfação é tamanho que parlamentares do PP devem boicotar o ato de lançamento da candidatura de Rogério Marinho, previsto para esta quarta-feira (4).
Em meio ao fogo cruzado, o líder do PL no Senado, Carlos Portinho (PL-RJ), buscou apaziguar os ânimos ao classificar a candidatura de Tereza Cristina como legítima. Segundo ele, a oposição definirá o nome com maior densidade eleitoral no momento oportuno, garantindo que "haverá uma composição no final". Enquanto isso, Alcolumbre segue articulando apoios estratégicos com MDB, PSD, PT e a federação composta por PP e União Brasil.
Em resumo
- A pressão bolsonarista contra Tereza Cristina irritou a bancada do PP, que ameaça boicotar o lançamento da candidatura de Rogério Marinho.
- O PP possui seis votos cruciais e mantém divisões internas sobre o apoio a Alcolumbre ou à oposição.
- A oposição ainda não definiu quem será o candidato único para enfrentar Davi Alcolumbre na eleição de 1º de fevereiro.
Fonte: Diário do Centro do Mundo

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