Parceria entre BNDES e Petrobras impulsiona agricultura familiar no semiárido baiano
Com aporte de R$ 10 milhões, programa Sertão + Produtivo vai apoiar 720 agricultores em 26 municípios da Bahia, focando em agroecologia e autonomia econômica.

Foto: Agricultores familiares do semiárido baiano serão beneficiados por investimentos de R$ 10 milhões do BNDES e da Petrobras para ampliar a produção agroecológica e a geração de renda Crédito: Agência Brasil · Original e licença
Uma nova frente de apoio à agricultura familiar no semiárido da Bahia foi aberta através de um aporte de R$ 10 milhões, viabilizado por uma parceria entre o BNDES e a Petrobras. O recurso, que não precisa ser devolvido, será aplicado ao longo de três anos pelo programa Sertão + Produtivo, sob gestão da Unicafes Bahia. O projeto alcança 720 produtores rurais organizados em 27 associações e cooperativas espalhadas por 26 cidades do estado.
O plano de ação prioriza a autonomia dos trabalhadores do campo, com foco especial em mulheres, jovens e comunidades quilombolas. A estratégia envolve a montagem de 240 sistemas de produção agroecológica e a organização de 11 centros voltados ao processamento de alimentos. Para garantir o escoamento da produção, o projeto prevê a abertura de 12 pontos de venda direta ao consumidor, funcionando como feiras semanais de produtos orgânicos.
Tereza Campello, diretora do BNDES, explicou que a iniciativa busca dar suporte completo ao produtor, desde o plantio e a assistência técnica até a venda final, visando a inserção permanente desses trabalhadores em novos mercados. Na mesma linha, a presidente da Petrobras, Magda Chambriard, pontuou que o investimento atua diretamente na redução da insegurança alimentar e no desenvolvimento de áreas que enfrentam desafios socioeconômicos históricos.
Além da infraestrutura, que inclui fábricas de ração, entrepostos de ovos e tecnologias de armazenamento de água, o programa aposta na capacitação técnica. Estão programadas milhares de visitas de campo e oficinas para ensinar gestão, uso de ferramentas digitais e acesso a políticas públicas como o PNAE e o PAA. A expectativa é que o projeto não apenas aumente a produtividade, mas eleve em 50% a renda mensal das famílias atendidas.
Em resumo: - Aporte de R$ 10 milhões para fortalecer a produção agroecológica e a renda de 720 agricultores familiares. - Implementação de 11 centros de processamento de alimentos e 12 feiras semanais para comercialização direta. - Foco em assistência técnica, capacitação e inclusão de mulheres e jovens no mercado.
Fonte: Brasil 247

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