Política · Justiça

Alcolumbre detona estratégia bolsonarista e ironiza contestação seletiva das urnas

Presidente do Senado critica parlamentares que elegeram-se baseados em ataques e questiona a incoerência de quem validou o sistema eleitoral apenas quando foi conveniente.

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), subiu o tom contra a estratégia política adotada por parlamentares bolsonaristas nesta quarta-feira (4). Em discurso no plenário, o senador afirmou que muitos eleitos conquistaram seus mandatos sem apresentar projetos para o país, focando exclusivamente em ofensas, agressões e ataques sistemáticos às instituições democráticas.

A fala de Alcolumbre surgiu como uma resposta a críticas recebidas pelo senador Jayme Campos (União Brasil-MT), que foi rotulado como governista por apoiar a PEC da Segurança Pública. Aproveitando o ensejo, o presidente da Casa Legislativa lamentou que o debate político tenha sido substituído por uma lógica de confronto permanente, em detrimento de pautas essenciais como saúde, educação e desenvolvimento econômico.

Sem citar nomes, Alcolumbre ironizou a postura de parlamentares que celebraram a expressiva bancada do PL eleita no primeiro turno, mas que passaram a questionar a confiabilidade das urnas após a derrota presidencial no segundo turno. Ele destacou a contradição de quem validou o sistema eletrônico quando os resultados foram favoráveis, mas passou a atacá-lo logo em seguida.

O senador também rebateu as pressões para a abertura de processos de impeachment contra ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Alcolumbre defendeu que o Congresso retome um nível de debate mais razoável, voltado para a resolução dos problemas reais da população, em vez de manter o foco em ameaças ao Estado de Direito.

Em resumo

  • Alcolumbre criticou parlamentares que basearam campanhas em ataques pessoais em vez de propostas concretas.
  • O presidente do Senado ironizou a incoerência de políticos que aceitaram o resultado das urnas no primeiro turno, mas contestaram o sistema no segundo.
  • O parlamentar defendeu a necessidade de o Congresso focar em pautas de desenvolvimento, saúde e educação.

Fonte: ICL Notícias

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