Política

Alcolumbre critica radicalismo e questiona contradições do PL no Senado

Presidente do Senado rebate líder do PL após cobranças sobre pauta e condena estratégia política baseada em ataques e deslegitimação das urnas.

Foto: Davi Alcolumbre Crédito: Carlos Moura/Agência Senado · Original e licença

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, manifestou descontentamento nesta quarta-feira (4) com a postura de parlamentares que adotam a agressividade como ferramenta de conquista eleitoral. A fala ocorreu em resposta a cobranças feitas pelo líder do PL, Carlos Portinho, que exigia o cumprimento de um acordo para a votação de uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) sobre a redução da maioridade penal.

Alcolumbre avaliou que o ambiente político brasileiro tem sido contaminado por um radicalismo que prioriza ofensas e ameaças em vez do debate propositivo. Segundo o senador, parte da classe política obteve sucesso nas urnas ao eleger como alvo de ataques instituições como o Poder Judiciário, o Executivo e a própria presidência do Senado, estratégia que ele classificou como prejudicial ao país.

Durante o embate, o presidente do Senado também apontou uma incoerência na postura do PL. Ele relembrou que a legenda questionou a confiabilidade das urnas eletrônicas após a derrota de Flávio Bolsonaro na eleição presidencial, ignorando que o mesmo sistema foi utilizado para eleger uma bancada expressiva de 120 deputados e mais de 20 senadores do partido no primeiro turno.

A tensão entre os parlamentares escalou quando Alcolumbre decidiu não pautar a PEC da maioridade penal, argumentando que a discussão da matéria teve início na Câmara dos Deputados. Portinho reagiu acusando o presidente da Casa de descumprir compromissos firmados com as lideranças. Posteriormente, o líder do PL negou ter proferido ofensas pessoais ou questionado o sistema de votação durante a sessão.

Em resumo: - Davi Alcolumbre condenou o uso de agressões e ataques pessoais como estratégia de marketing político. - O conflito foi desencadeado pela decisão de adiar a votação da PEC que reduz a maioridade penal. - O presidente do Senado apontou contradição do PL ao criticar urnas que elegeram dezenas de seus membros.

Fonte: Brasil 247

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