Política · Economia

Lindbergh Farias aponta boicote financeiro após manutenção da taxa Selic

O deputado federal Lindbergh Farias criticou a decisão do Banco Central de manter os juros em 13,75%, classificando o movimento como uma manobra política de setores do mercado contra o governo eleito.

Foto: Lindbergh Farias Crédito: Kayo Magalhães / Câmara dos Deputados · Original e licença

O deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) manifestou forte descontentamento com a postura do Comitê de Política Monetária (Copom) nesta quarta-feira, 4 de novembro. Ao comentar a manutenção da taxa Selic em 13,75% ao ano, o parlamentar argumentou que o mercado financeiro estaria exercendo uma espécie de tutela sobre a economia nacional, agindo para constranger a gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Conforme o parlamentar, a mudança de rumo na política monetária não teria base técnica, mas sim um viés político. Ele observou que, antes da definição das urnas no segundo turno, a expectativa predominante entre os agentes financeiros era de continuidade na redução dos juros. Para o deputado, a interrupção do ciclo de quedas, que vinha ocorrendo desde março, serve apenas aos interesses do setor rentista, enquanto penaliza o desenvolvimento produtivo, o crédito e a geração de empregos.

O parlamentar também questionou a transparência do Banco Central, exigindo que a instituição apresente os fundamentos técnicos que justificaram a interrupção das reduções. Ele citou o economista André Lara Resende para reforçar que a manutenção de taxas elevadas agrava o crescimento da dívida pública, em vez de combatê-la. Com essa decisão, o Brasil permanece no topo do ranking global de juros reais, com uma taxa de 8,45% ao ano, superando outras 40 nações monitoradas.

Em resumo: - O Copom manteve a Selic em 13,75%, encerrando um ciclo de cinco quedas consecutivas. - Lindbergh Farias denunciou o que chamou de pressão política do mercado financeiro contra o governo eleito. - O Brasil segue com a maior taxa de juros reais do mundo, impactando negativamente o crédito e o investimento produtivo. - A próxima reunião do colegiado está prevista para ocorrer nos dias 8 e 9 de dezembro.

Fonte: Brasil 247

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