Fiesp reage à decisão do BC e alerta que juros de 13,75% travam o Brasil
Após o Copom interromper o ciclo de cortes na Selic, a Fiesp critica o patamar atual dos juros e aponta prejuízos ao setor produtivo e ao investimento.

Foto: Paulo Skaf Crédito: Antonio Cruz/Agência Brasil · Original e licença
A decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) de manter a taxa Selic em 13,75% ao ano, anunciada nesta quarta-feira (4), gerou forte reação da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp). A entidade classificou o nível atual dos juros como excessivo e um entrave direto ao desenvolvimento econômico do país.
O presidente da Fiesp, Paulo Skaf, afirmou que a política monetária vigente penaliza severamente o setor produtivo e os consumidores. Segundo o dirigente, o custo do crédito, que chega a patamares próximos de 30% ao ano para empreendedores, inviabiliza novos investimentos e compromete a competitividade da indústria nacional.
Skaf destacou ainda o peso do endividamento público, ressaltando que os gastos do governo com juros da dívida superam a marca de R$ 1 trilhão anuais. Para a entidade, é urgente uma readequação das políticas fiscal e monetária para trazer a Selic a níveis toleráveis.
O Brasil segue liderando o ranking de juros reais entre 40 países, com uma taxa de 8,45% ao ano, superando a Rússia, que aparece na segunda posição. A manutenção da Selic pelo Banco Central interrompe uma sequência de cinco cortes consecutivos que vinha sendo realizada desde março de 2026.
Em resumo
- O Copom manteve a Selic em 13,75% ao ano na reunião desta quarta-feira (4).
- A Fiesp criticou a decisão, argumentando que os juros altos inviabilizam investimentos e encarecem o crédito.
- O Brasil detém a maior taxa de juros reais do mundo, atingindo 8,45% ao ano.
- A próxima reunião do comitê está agendada para os dias 8 e 9 de dezembro.
Fonte: Brasil 247

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