Estudantes de medicina denunciam perseguição e bullying por apoio a Lula em Curitiba
Alunos da Universidade Positivo relatam ataques virtuais e discriminação após o resultado das eleições; casos de intolerância política se espalham por universidades do Paraná.

Foto: Mensagens de estudantes da Universidade Positivo no WhatsApp com ofensas a alunos que apoiaram a reeleição do presidente Lula (PT). (Foto: Reprodução) · Original e licença
Estudantes do curso de medicina da Universidade Positivo, em Curitiba, denunciaram ao Ministério Público do Paraná uma série de ataques e episódios de bullying virtual motivados por suas posições políticas. Os alunos, que declararam apoio à reeleição do presidente Lula (PT), relatam ter sido alvo de xingamentos, deboches e ameaças em grupos de WhatsApp frequentados por colegas de turma.
As evidências, que incluem capturas de tela, mostram a criação de listas de estudantes identificados como petistas e enquetes que sugeriam a expulsão de alunas dos grupos. As mensagens contêm ataques de cunho pessoal, incluindo ofensas gordofóbicas e comentários discriminatórios contra bolsistas do Prouni. Em um dos registros, um estudante questiona a presença de uma colega em sala de aula após o resultado das urnas, enquanto outros sugerem que o apoio ao presidente seria incompatível com a formação médica.
Em nota, a Universidade Positivo afirmou que não recebeu registros oficiais sobre os episódios, mas ressaltou que repudia qualquer forma de discriminação ou desrespeito. A instituição orientou que as vítimas formalizem as denúncias em seus canais internos para que as medidas cabíveis sejam tomadas, garantindo o sigilo dos envolvidos.
O cenário de intolerância política não se restringe à Universidade Positivo. Segundo a Associação dos Estudantes de Medicina do Paraná (Aemed-PR), ao menos cinco instituições de ensino superior no estado registraram conflitos relacionados ao período eleitoral. Na UniCesumar, em Maringá, a direção confirmou a aplicação de punições, incluindo desligamentos, após uma sindicância interna identificar ataques a bolsistas e o uso de simbologia nazista em grupos de estudantes.
Na Universidade Federal do Paraná (UFPR), o clima de hostilidade resultou em vandalismo contra o Grêmio de Arquitetura e Urbanismo. O local foi pichado com números de urna do candidato derrotado e teve substâncias despejadas em suas dependências, levando a universidade a acionar a Polícia Federal para investigar o caso.
Em resumo
- Estudantes de medicina da Universidade Positivo denunciaram ao MP-PR perseguição política e bullying virtual.
- Mensagens em grupos de WhatsApp incluem ataques discriminatórios, gordofobia e ameaças a bolsistas.
- A UniCesumar, em Maringá, expulsou alunos após identificar ataques e apologia ao nazismo.
- A UFPR registrou vandalismo em diretório estudantil e acionou a Polícia Federal.
Fonte: ICL Notícias

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