Política · Economia

Copom trava ciclo de queda e mantém Selic em 13,75% após pressão do mercado

O Banco Central interrompeu a sequência de cortes na taxa básica de juros, mantendo a Selic em 13,75% ao ano em meio a um cenário de incertezas econômicas.

Foto: Sede do Banco Central em Brasília-DF – 29/10/2019 Crédito: REUTERS/Adriano Machado · Original e licença

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central decidiu, nesta quarta-feira (4), interromper o ciclo de redução da taxa básica de juros. Com a manutenção da Selic em 13,75% ao ano, o colegiado encerra uma sequência de cinco cortes consecutivos que vinha sendo praticada desde março de 2026.

A decisão ocorre em um momento de instabilidade nas projeções do mercado financeiro. Após a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, instituições financeiras elevaram suas estimativas para a inflação e o câmbio, além de revisarem para baixo as expectativas de crescimento econômico para o país.

Mesmo com a interrupção dos cortes, o Brasil segue no topo do ranking mundial de juros reais. Segundo levantamento das consultorias MoneYou e Lev Intelligence, a taxa real brasileira está em 8,45% ao ano, superando a Rússia, que ocupa a segunda posição com 6,79%.

O Banco Central trabalha atualmente com uma meta de inflação de 3% ao ano, com margem de tolerância que permite variações entre 1,5% e 4,5%. A autoridade monetária monitora o horizonte até o segundo trimestre de 2028 para balizar suas decisões, buscando conter pressões inflacionárias que, em projeções anteriores, já se mostravam acima do centro da meta.

Em resumo

  • A taxa Selic foi mantida em 13,75% ao ano pelo Copom.
  • A decisão interrompe cinco quedas seguidas iniciadas em março de 2026.
  • O Brasil detém a maior taxa de juros reais do mundo, atingindo 8,45%.
  • O comitê volta a se reunir nos dias 8 e 9 de dezembro para avaliar novos rumos.

Fonte: Brasil 247

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