Força Sindical dispara contra Banco Central e classifica manutenção da Selic como sabotagem
Após interrupção nos cortes de juros, central sindical critica política monetária e aponta prejuízos ao crescimento e ao emprego no país.

Foto: Miguel Torres Crédito: Sind.Metalúrgicos · Original e licença
A decisão do Banco Central de manter a taxa básica de juros, a Selic, em 13,75% ao ano provocou uma reação dura da Força Sindical. Em nota oficial divulgada nesta quarta-feira (4), a entidade, presidida por Miguel Torres, classificou a medida como uma "verdadeira extorsão financeira" que prejudica o desenvolvimento nacional.
O documento, assinado por Torres, define a interrupção do ciclo de quedas da taxa como uma ação "irracional, nefasta e desastrosa". A central argumenta que a manutenção dos juros em patamares elevados atua como um freio para a economia, encarecendo o crédito e dificultando a expansão da produção e a criação de postos de trabalho.
A crítica ganha peso diante do cenário internacional. Dados da MoneYou e da Lev Intelligence apontam que o Brasil detém atualmente a maior taxa de juros reais do mundo, atingindo 8,45% ao ano. Para a Força Sindical, essa política privilegia o rentismo e a especulação financeira em detrimento de investimentos produtivos que poderiam impulsionar o mercado interno.
A decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) ocorre logo após a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e interrompe uma sequência de cinco cortes consecutivos iniciada em março. O Banco Central justificou a pausa citando a pressão sobre as expectativas de inflação e a volatilidade cambial. O próximo encontro do colegiado está marcado para os dias 8 e 9 de dezembro.
Em resumo
- O Banco Central manteve a Selic em 13,75%, interrompendo o ciclo de quedas iniciado em março.
- A Força Sindical criticou a decisão, afirmando que os juros altos sabotam a economia e o emprego.
- O Brasil lidera o ranking mundial de juros reais, com taxa de 8,45% ao ano.
- O Copom volta a se reunir em dezembro para definir os próximos passos da política monetária.
Fonte: Brasil 247

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