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Sucessão de Lula: Jerônimo Rodrigues defende nome fora do PT e cobra protagonismo do Nordeste

Governador da Bahia defende continuidade do projeto político, sugere abertura a aliados como Alckmin e reivindica maior peso das lideranças nordestinas na estrutura nacional do partido.

Foto: Jerônimo Rodrigues Crédito: Marcelo Camargo / Agência Brasil · Original e licença

O governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), abriu o debate sobre o futuro do campo governista ao afirmar que o sucessor do presidente Luiz Inácio Lula da Silva não precisa, obrigatoriamente, ser filiado ao Partido dos Trabalhadores. Em entrevista ao jornal O Globo, o gestor baiano defendeu que o critério fundamental para a sucessão deve ser o compromisso com a continuidade do projeto político atual, citando o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) como um exemplo de liderança externa capaz de integrar esse processo.

Para Jerônimo, a renovação do PT é necessária, mas deve ser feita com cautela e foco na articulação política. O governador argumentou que o próximo mandato de Lula será decisivo para a formação de novos quadros e que o partido precisa aprender a dividir o protagonismo. "O sucessor não precisa ser necessariamente do PT", afirmou o petista, reforçando a importância de manter a coesão entre as legendas que sustentam o governo federal.

Além da sucessão, o governador colocou em pauta a necessidade de uma reconfiguração interna no PT. Jerônimo reivindicou que as lideranças nordestinas, responsáveis por eleger quatro governadores da sigla em 2026, tenham maior peso nas decisões estratégicas e na composição do governo. Segundo ele, a influência histórica do ABC paulista na estrutura partidária precisa ser equilibrada com a atual realidade política do país, onde o Nordeste se consolidou como um pilar fundamental de sustentação eleitoral.

Sobre a economia e a segurança pública, o governador adotou um tom firme. Criticou a pressão do mercado financeiro pela definição imediata do ministro da Fazenda, defendendo que Lula tenha autonomia para montar sua equipe sem ceder a imposições. No campo da segurança, defendeu leis mais severas contra o crime organizado, aliadas a políticas sociais, e destacou os investimentos em tecnologia e efetivo realizados em sua gestão na Bahia.

Em resumo

  • Jerônimo Rodrigues defende que o sucessor de Lula pode vir de fora do PT, desde que alinhado ao projeto de governo.
  • O governador reivindica maior participação de lideranças nordestinas na direção nacional do partido e no governo federal.
  • O petista criticou a pressão do mercado financeiro sobre a montagem da equipe econômica de Lula.
  • O governo estadual baiano colabora com a Polícia Federal em investigações sobre o transporte coletivo em Salvador durante o pleito.

Fonte: Brasil 247

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