Alcolumbre intensifica ofensiva por reeleição no Senado com troca de cargos e olho em 2027
Em busca de um novo mandato na presidência do Senado, Davi Alcolumbre articula apoio entre governo, Centrão e STF, enquanto enfrenta a oposição do PL.

Foto: Davi Alcolumbre Crédito: Carlos Moura/Agência Senado · Original e licença
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), deu início a uma intensa movimentação nos bastidores para garantir sua permanência no comando da Casa por mais dois anos. Com a eleição prevista para fevereiro de 2027, o senador aposta em uma estratégia de distribuição de cargos, espaços administrativos e influência no Orçamento para consolidar uma maioria, conforme apuração da jornalista Malu Gaspar, do jornal O Globo.
Diferente de pleitos anteriores, o cenário atual impõe desafios maiores. O PL, que contará com uma bancada de 29 senadores na próxima legislatura, já oficializou a candidatura de Rogério Marinho (PL-RN) à presidência da Casa. Para neutralizar a oposição, Alcolumbre tem antecipado negociações com parlamentares recém-eleitos, oferecendo desde vagas de garagem e gabinetes até participação direta na definição de emendas orçamentárias.
A articulação de Alcolumbre também mira o Poder Executivo. O senador busca ampliar seu poder de barganha sobre nomeações em ministérios, estatais e 18 diretorias de agências reguladoras que seguem com postos vagos. O movimento é visto como uma tentativa de se tornar um interlocutor indispensável para o governo Lula, que enxerga no atual presidente do Senado uma via de maior previsibilidade para a aprovação de pautas prioritárias, como a PEC da Segurança Pública.
A disputa ganha contornos complexos devido à relação com o Supremo Tribunal Federal (STF). Alcolumbre tem atuado como um barreira contra pedidos de impeachment de ministros da Corte, uma pauta cara aos setores mais radicais da oposição. Ao mesmo tempo, o senador busca atrair aliados do PL, como ao nomear o senador Eduardo Gomes (PL-TO) para a relatoria do Orçamento, um movimento que enfraquece a coesão da candidatura adversária.
Em análise, a colunista aponta que a manutenção de Alcolumbre no cargo poderia influenciar o curso de investigações sensíveis, como as que envolvem o Banco Master e o INSS. Embora não existam evidências de acordos formais para o encerramento desses processos, a hipótese circula como um dos fatores que mobilizam diferentes grupos políticos em torno da reeleição do parlamentar.
Em resumo
- Davi Alcolumbre articula sua reeleição para a presidência do Senado em 2027 oferecendo cargos e influência orçamentária.
- O PL lançou Rogério Marinho como candidato, prometendo uma disputa mais acirrada na próxima legislatura.
- A estratégia de Alcolumbre envolve o controle de agências reguladoras e a manutenção de uma relação de proteção institucional com o STF.
- A nomeação de Eduardo Gomes (PL-TO) para a relatoria do Orçamento é vista como uma manobra para atrair votos da oposição.
Fonte: Brasil 247

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