Articulação de Alcolumbre coloca Rodrigo Pacheco no radar para vaga no STF
Após a rejeição de Jorge Messias, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, intensifica a defesa do nome de Rodrigo Pacheco para ocupar a cadeira deixada por Luís Roberto Barroso.

Foto: - Rodrigo Pacheco. Créditos: Roque de Sá/Agência Senado · Original e licença
O cenário político em Brasília volta a se concentrar na sucessão do Supremo Tribunal Federal (STF). Com a vaga aberta desde a saída do ministro Luís Roberto Barroso, em outubro de 2025, o nome do ex-presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSB-MG), ganhou força nos bastidores como uma alternativa viável para o Palácio do Planalto.
A movimentação é liderada pelo atual presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP). O parlamentar defende que a indicação de Pacheco facilitaria a construção de consensos, especialmente diante de um Legislativo com maioria do PL, o que torna o ambiente mais hostil para aprovações de nomes ligados diretamente ao governo Lula.
A cautela do Executivo se justifica pelo histórico recente. Em abril de 2026, o Senado rejeitou a indicação de Jorge Messias por 42 votos a 34, marcando a primeira derrota de um indicado ao Supremo em 132 anos. Para evitar um novo desgaste, aliados do governo avaliam que o perfil de Pacheco, visto como pragmático e com trânsito entre diferentes correntes, poderia destravar o impasse.
Atualmente, Rodrigo Pacheco ocupa uma cadeira no Tribunal de Contas da União (TCU), cargo que assumiu em 30 de setembro de 2026 após uma trajetória de dois biênios consecutivos no comando do Congresso Nacional. Durante sua gestão no Senado, ele manteve uma postura de interlocução constante com o Judiciário, inclusive ao arquivar pedidos de impeachment contra ministros do STF por entender que careciam de fundamento jurídico.
Para que a indicação se concretize, o nome de Pacheco precisaria passar por uma sabatina na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e obter, no mínimo, 41 votos favoráveis em votação secreta no plenário do Senado.
Em resumo
- A vaga no STF está aberta desde a saída de Luís Roberto Barroso em outubro de 2025.
- O governo Lula sofreu uma derrota histórica em abril de 2026 ao ter o nome de Jorge Messias rejeitado pelo Senado.
- Davi Alcolumbre articula a indicação de Rodrigo Pacheco, atual ministro do TCU, para evitar novos atritos com o Legislativo.
Fonte: Revista Fórum

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