Bastidores da Câmara: a disputa pelo comando da Casa em 2027
A corrida pela presidência da Câmara dos Deputados esquenta com a busca de Hugo Motta pela reeleição, enquanto o PL avalia estratégias e o Partido Novo promete candidatura própria.

Foto: - Hugo Motta e Davi Alcolumbre (Bruno Spada/Câmara dos Deputados) · Original e licença
O cenário político em Brasília já se volta para o dia 1º de fevereiro de 2027, data marcada para a escolha da nova Mesa Diretora da Câmara dos Deputados. O atual presidente, Hugo Motta (Republicanos-PB), articula sua permanência no posto por mais um biênio, amparado por uma frente ampla que atravessa o espectro ideológico. Até o início de novembro, o bloco de apoio a Motta contabilizava cerca de 338 parlamentares, superando com folga os 257 votos necessários para uma vitória em primeiro turno.
A aliança em torno de Motta é composta por siglas do Centrão, como PSD, MDB, União Brasil, PP e Podemos, além de contar com o suporte de legendas de esquerda, incluindo a Federação Brasil da Esperança (PT, PCdoB e PV), PSB e PDT. O líder petista Pedro Uczai justificou o alinhamento como uma estratégia para garantir a governabilidade do quarto mandato do presidente Lula e assegurar o avanço de pautas prioritárias no Legislativo.
Enquanto isso, o PL, que detém a maior bancada da Casa com 121 deputados, vive um impasse. A cúpula do partido, sob influência de Valdemar Costa Neto, avalia a possibilidade de compor com Motta para manter espaços de poder. Em contrapartida, uma ala mais radical, que conta com o deputado Nikolas Ferreira, defende o lançamento de um nome próprio para marcar posição, especialmente de olho no controle da Comissão de Constituição e Justiça (CCJC). O partido já definiu que Rogério Marinho será o nome da legenda para a disputa no Senado.
O Partido Novo também se posicionou como alternativa na disputa, confirmando que apresentará um candidato interno. A legenda avalia nomes como Marcel van Hattem, Luiz Lima, Adriana Ventura e Jeffrey Chiquini para o pleito. Além disso, a deputada Adriana Ventura busca pautar a transparência na Casa com a proposta de emenda regimental que visa extinguir o voto secreto na eleição da Mesa Diretora, argumentando que o eleitor precisa ter clareza sobre o posicionamento de seus representantes.
Em resumo: - A eleição para a presidência da Câmara está agendada para 1º de fevereiro de 2027. - Hugo Motta busca a reeleição com apoio de uma coalizão que une o Centrão e partidos de esquerda. - O PL, maior bancada, oscila entre a negociação com o atual presidente e o lançamento de uma candidatura própria. - O Partido Novo confirmou que terá um nome na disputa e defende o fim do voto secreto na escolha da Mesa Diretora.
Fonte: Revista Fórum

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