Política

Empresário que presta serviço a colégio em Santos incita demissão de eleitores de Lula e ataca nordestinos

Prestador de serviços do Colégio Liceu Santista é alvo de denúncias após vídeos com discurso de ódio e apologia à discriminação trabalhista circularem nas redes.

Foto: - O empresário Jefferson Taboada/Foto: Reprodução de Imagem · Original e licença

A comunidade escolar do Colégio Liceu Santista, em Santos, foi surpreendida por uma série de publicações discriminatórias feitas por Jefferson Taboada, proprietário da empresa terceirizada que ministra aulas de inglês na instituição. Em vídeos compartilhados nas redes sociais, o empresário defende abertamente a demissão e o veto à contratação de trabalhadores que votaram no presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Além de incitar a perseguição política no ambiente de trabalho, Taboada utilizou suas plataformas para proferir ofensas xenofóbicas contra a população nordestina. O conteúdo, que gerou revolta entre pais e funcionários, também registra o anúncio do encerramento de ações de caridade que o empresário realizava, em um desabafo motivado pelo resultado das eleições de 2026.

O caso ganhou repercussão política após o vereador Benedito Furtado (PSB) levar as imagens a público. O parlamentar informou que está formalizando uma representação junto ao Ministério Público do Trabalho (MPT) para que as condutas sejam devidamente apuradas, visto que a prática pode configurar crime de discriminação e assédio eleitoral.

A situação coloca em xeque a permanência da empresa de Taboada dentro de uma instituição de ensino católica, levantando debates sobre a responsabilidade das empresas contratantes diante de posturas que ferem direitos fundamentais e promovem o ódio contra grupos específicos da sociedade.

Em resumo

  • Jefferson Taboada defendeu a demissão de eleitores de Lula e ataques a nordestinos em vídeos.
  • O caso ocorreu no Colégio Liceu Santista, onde o empresário presta serviços terceirizados.
  • O vereador Benedito Furtado acionou o MPT para investigar possíveis crimes de discriminação.

Fonte: Revista Fórum

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