Política · Justiça

Posse presidencial: disparada nos preços de hotéis em Brasília vira alvo de investigação

Procon-DF e Ministério Público apuram denúncias de preços abusivos em hospedagens para a cerimônia de posse do presidente Lula em janeiro de 2027.

Foto: O presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Foto: Ricardo Stuckert/PR · Original e licença

A rede hoteleira de Brasília está sob o radar dos órgãos de defesa do consumidor após a divulgação de preços exorbitantes para o período da posse do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, marcada para 5 de janeiro de 2027. O Procon-DF e o Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) iniciaram apurações para verificar se houve prática abusiva na precificação das diárias.

A ofensiva contra os valores praticados ganhou força após o deputado distrital Fábio Felix (PSOL) apresentar um levantamento detalhado com 369 ofertas. O estudo aponta que, em alguns casos, o custo da hospedagem entre os dias 4 e 6 de janeiro chega a ser 23 vezes superior ao valor cobrado na semana seguinte. Um exemplo citado mostra uma acomodação que saltou de R$ 532 para R$ 12,5 mil no período da cerimônia.

Além da atuação de Felix, o deputado distrital Chico Vigilante (PT) também acionou a Secretaria Nacional do Consumidor para solicitar providências. O Procon-DF reforçou que, embora a variação de preços seja comum em eventos de grande porte, aumentos arbitrários sem justificativa técnica podem configurar violação ao Código de Defesa do Consumidor.

Em contrapartida, a Associação Brasileira da Indústria de Hotéis do Distrito Federal (ABIH-DF) defende a legalidade da precificação dinâmica. A entidade argumenta que a escassez de vagas e a ocupação das categorias mais baratas elevam naturalmente o preço das unidades restantes. A associação também pontuou que anúncios feitos por proprietários particulares em plataformas digitais muitas vezes ocorrem à revelia da administração dos hotéis.

Em resumo

  • Procon-DF e MPDFT investigam denúncias de preços abusivos em hotéis de Brasília para a posse presidencial.
  • Levantamento aponta diárias até 23 vezes mais caras em comparação com datas próximas.
  • Setor hoteleiro alega que a precificação dinâmica é uma prática legítima de mercado.
  • Órgãos de controle orientam consumidores a registrarem denúncias sobre valores desproporcionais.

Fonte: Diário do Centro do Mundo

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