Política · Economia

Requião dispara contra manutenção da Selic e critica pressão sobre o governo

Ex-governador Roberto Requião e parlamentares progressistas condenam a decisão do Copom de manter os juros em 13,75%, apontando prejuízos ao desenvolvimento nacional.

Foto: Senador Roberto Requião (PMDB-PR) propõe debate sobre reforma agrária e remessas de lucros Crédito: Jose Carlos de Assis · Original e licença

O ex-governador do Paraná, Roberto Requião (PDT-PR), utilizou as redes sociais nesta quarta-feira (4) para manifestar forte descontentamento com a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) de manter a taxa Selic em 13,75%. Para o político, a manutenção do patamar atual reflete uma pressão brutal sobre o governo federal para preservar o chamado tripé econômico.

Com a decisão, o Brasil sustenta a maior taxa de juros reais entre 40 economias monitoradas, um cenário que tem gerado críticas de diversos setores. Além de Requião, parlamentares como os deputados federais Lindbergh Farias (PT-RJ) e Talíria Petrone (Psol-RJ) se posicionaram contra a medida, defendendo uma política monetária que favoreça o crescimento do país em vez de privilegiar o mercado financeiro.

O descontentamento também ecoou em entidades de classe e movimentos sindicais. Representantes da Força Sindical classificaram a manutenção dos juros como uma extorsão financeira, enquanto lideranças da Confederação Nacional da Indústria (CNI) e da Fiesp expressaram insatisfação com o impacto da Selic elevada sobre a atividade produtiva. O próximo encontro do Copom, que definirá os rumos da taxa para o encerramento do ano, está agendado para os dias 8 e 9 de dezembro.

Em resumo

  • O Copom manteve a taxa Selic em 13,75% no dia 4 de novembro de 2026.
  • Roberto Requião e parlamentares progressistas criticaram a decisão e a rigidez do tripé econômico.
  • Entidades industriais e sindicais manifestaram preocupação com os efeitos da alta dos juros na economia real.
  • O Brasil segue com a maior taxa de juros reais entre 40 países analisados.

Fonte: Brasil 247

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