O modelo de negócios da extrema-direita: entre investigações e escândalos financeiros
Artigo analisa denúncias de corrupção e conflitos de interesse envolvendo lideranças da extrema-direita no Brasil, EUA, Argentina e Paraguai.

Foto: Presidente do Paraguai, Santiago Peña, enfrenta pedido de impeachment após colapso do banco digital Ueno e rompimento de aliados políticos Crédito: REUTERS · Original e licença
Uma análise sobre a atuação de lideranças da extrema-direita ao redor do mundo aponta para um padrão recorrente: a utilização da política como ferramenta para a acumulação de fortunas pessoais. Longe de serem casos isolados, os episódios revelam uma teia de interesses financeiros que conecta figuras de destaque no Brasil, Estados Unidos, Argentina e Paraguai.
No Brasil, a Polícia Federal conduz investigações que miram o senador Flávio Bolsonaro. O parlamentar é suspeito de lavagem de dinheiro e evasão de divisas em um caso envolvendo o Banco Master. A apuração aponta para negociações de valores vultosos destinados a produções audiovisuais e possíveis conexões com o financiamento de despesas familiares no exterior. Paralelamente, o advogado Willer Tomaz, próximo ao senador, também é alvo de investigações federais por suposta lavagem de mais de US$ 1 bilhão em apostas.
O cenário internacional apresenta paralelos preocupantes. No Paraguai, o Banco Central decretou intervenção no Ueno Bank, uma das maiores instituições privadas do país, devido a problemas de solvência. O caso ganha contornos políticos pelo fato de o presidente Santiago Peña ter sido sócio do grupo controlador da instituição até 2025, além de o atual presidente do Banco Central ter comandado o banco anteriormente.
Na Argentina, denúncias de propinas envolvendo a compra de medicamentos atingiram o círculo próximo ao presidente Javier Milei, incluindo sua irmã, Karina Milei. O caso já resultou em processos judiciais contra ex-dirigentes da agência responsável pelo setor. Nos Estados Unidos, a gestão de Donald Trump é questionada por críticos devido a ligações entre seus familiares e empresas de mineração que buscam contratos governamentais, além de decisões estratégicas que favorecem doadores de campanha no setor de energia.
Em resumo
- A Polícia Federal investiga o senador Flávio Bolsonaro por suspeitas de lavagem de dinheiro e evasão de divisas ligadas ao Banco Master.
- O advogado Willer Tomaz é investigado por suposta lavagem de US$ 1 bilhão em apostas.
- O Banco Central do Paraguai interveio no Ueno Bank, instituição que teve o presidente Santiago Peña como sócio até 2025.
Fonte: Brasil 247

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