Lula inicia rodada de diálogos com economistas para definir rumos da política fiscal
Presidente convoca nomes de confiança e planeja ouvir diversos setores para enfrentar instabilidade econômica e pressão do mercado.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva deu início nesta quinta-feira (5) a uma série de articulações estratégicas para definir os próximos passos da política fiscal do governo. Em um momento de turbulência nos mercados, o chefe do Executivo reuniu um grupo de economistas e gestores próximos ao PT para debater o cenário econômico atual.
Participam deste primeiro encontro nomes como o vice-presidente Geraldo Alckmin, o ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad, o presidente do BNDES Aloizio Mercadante, o ministro do Planejamento Bruno Moretti, a ministra da Gestão e Inovação Esther Dweck, além de Luciano Coutinho e Guido Mantega. Segundo apuração da Folha, o governador do Piauí, Rafael Fonteles, não integra a agenda desta quinta.
A iniciativa de ampliar o debate, ouvindo tanto vertentes ortodoxas quanto heterodoxas, foi sugerida pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan. O objetivo é construir um diagnóstico compartilhado para as próximas semanas. Durigan declarou que o governo busca dividir cenários e levar propostas concretas para o enfrentamento dos desafios econômicos.
O governo enfrenta pressão de setores produtivos e do mercado financeiro, que reagem à trajetória da dívida pública e à recente decisão do Banco Central de manter a taxa Selic em 13,75% ao ano. Em meio a esse contexto, o ministro da Fazenda descartou a possibilidade de o governo adotar propostas de tabelamento de juros, como a sugerida pelo economista André Lara Resende.
Para o próximo domingo (8), está previsto um pronunciamento oficial no qual Lula deve reforçar o compromisso com a estabilidade econômica e a responsabilidade fiscal. Além dos economistas, o governo planeja abrir diálogo com representantes do setor bancário, da construção civil e do setor produtivo nas próximas semanas.
Em resumo
- Lula iniciou reuniões com economistas de confiança para definir a política fiscal.
- O Banco Central manteve a Selic em 13,75% após aumento de incertezas no mercado.
- O governo prepara um pronunciamento para o dia 8 de novembro sobre medidas de estabilidade.
- O ministro da Fazenda negou que o tabelamento de juros esteja em pauta.
Fonte: ICL Notícias

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