Lula abre rodada de diálogos com economistas para definir rumos da política fiscal
Presidente inicia série de reuniões com especialistas e empresários para enfrentar pressões no mercado e discutir o controle da dívida pública.

Foto: O ministro da Fazenda, Dario Durigan - Jorge Silva - 24.abr.26/Reuters · Original e licença
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva deu início nesta quinta-feira (5) a uma série de consultas estratégicas com economistas e lideranças empresariais. O objetivo central é debater os próximos passos da política fiscal do governo, em um momento marcado pela necessidade de estabilizar a economia diante da recente volatilidade no câmbio e no mercado de capitais.
A primeira rodada de conversas conta com nomes de confiança do governo, incluindo o vice-presidente Geraldo Alckmin, o ministro do Planejamento, Bruno Moretti, e o presidente do BNDES, Aloísio Mercadante. Também participam do encontro o ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad, a ministra da Gestão e Inovação, Esther Dweck, além de Luciano Coutinho e Guido Mantega.
Segundo apuração da Folha, a iniciativa de ampliar o debate para incluir visões tanto ortodoxas quanto heterodoxas partiu do ministro da Fazenda, Dario Durigan. O ministro declarou que o esforço visa compartilhar diagnósticos e levar propostas concretas para as próximas semanas.
O governo enfrenta pressões de diversos setores econômicos que cobram medidas para conter a trajetória da dívida pública. Em resposta, a gestão petista prepara uma agenda de interlocução que deve incluir, nas próximas semanas, representantes do setor produtivo, da construção civil e do sistema bancário.
A expectativa é que o presidente reforce seu compromisso com a estabilidade econômica, buscando conciliar as metas fiscais com as promessas de campanha de forma sustentável.
Em resumo
- Lula iniciou reuniões com economistas e empresários para definir a política fiscal.
- O primeiro encontro reuniu nomes próximos ao governo, como Haddad, Alckmin e Mercadante.
- O ministro Dario Durigan sugeriu ampliar a escuta para diferentes correntes econômicas.
- O governo busca responder à pressão do mercado após a alta do dólar e queda na Bolsa.
Fonte: Folha de S.Paulo

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