Ataque cibernético ao FGC expõe dados de clientes em momento de pagamentos bilionários
O Fundo Garantidor de Créditos confirmou uma invasão em seus sistemas que expôs informações pessoais de usuários. O órgão, que gerencia bilhões em ressarcimentos, reforçou alertas contra golpes.

Foto: Sede do Fundo Garantidor de Créditos (FGC), em São Paulo; entidade confirmou acesso não autorizado a dados pessoais de clientes e investiga o incidente Crédito: Divulgação · Original e licença
O Fundo Garantidor de Créditos (FGC) admitiu nesta quinta-feira, dia 5 de novembro, que seus sistemas foram alvo de uma invasão digital. O acesso não autorizado, detectado inicialmente em 26 de outubro, resultou na exposição de dados sensíveis de clientes que aguardam o recebimento de garantias, incluindo nomes completos, endereços de e-mail e datas de nascimento.
A entidade informou que iniciou imediatamente protocolos de contenção para proteger os registros e reforçar a segurança de sua infraestrutura tecnológica. Embora o FGC não tenha revelado a quantidade exata de pessoas impactadas, a instituição garantiu que está entrando em contato individualmente com cada um dos titulares cujas informações foram comprometidas.
O episódio acontece em um momento de intensa movimentação financeira para o fundo, que atualmente coordena o pagamento de cerca de R$ 51,8 bilhões a credores de instituições como o Banco Master, o Will Bank e o Banco Pleno. Apesar da preocupação gerada pela falha de segurança, o FGC assegurou que não houve qualquer interferência nos recursos destinados aos pagamentos ou nos processos de liberação das garantias.
As autoridades competentes, incluindo a Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD), foram devidamente notificadas sobre o incidente. O fundo declarou que as investigações seguem em curso para determinar se houve cópia ou compartilhamento indevido das informações, e reforçou que, até o momento, não foram identificados prejuízos financeiros aos usuários.
Diante do risco de criminosos utilizarem os dados vazados para aplicar golpes, o FGC emitiu um alerta severo aos clientes. A instituição enfatizou que não solicita senhas, códigos de autenticação ou pagamentos antecipados para liberar valores. Além disso, o fundo esclareceu que não utiliza intermediários, não envia mensagens via WhatsApp ou SMS e não cobra taxas para realizar os ressarcimentos, orientando que qualquer contato suspeito seja ignorado.
Em resumo: - O FGC sofreu uma invasão em 26 de outubro que expôs nomes, e-mails e datas de nascimento de clientes. - A entidade gerencia R$ 51,8 bilhões em pagamentos de bancos liquidados, mas afirma que os recursos estão protegidos. - O caso foi reportado à ANPD e o fundo alerta contra golpes que prometem acelerar ressarcimentos.
Fonte: Brasil 247

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