Operação Azzardo mira esquema bilionário de apostas ilegais e lavagem de dinheiro
Polícia Civil do DF deflagra ação nacional contra rede de bets sem autorização, com bloqueio judicial de R$ 3,48 bilhões e foco em empresas de fachada.

Foto: Policial durante Operação Azzardo. Foto: reprodução · Original e licença
A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) deflagrou nesta quinta-feira (5) a Operação Azzardo, uma ofensiva de grande escala contra uma rede suspeita de operar plataformas de apostas sem autorização federal e realizar lavagem de dinheiro. Com o suporte do Juízo das Garantias de Sobradinho, a Justiça determinou o bloqueio de até R$ 3,483 bilhões dos investigados.
A ação mobilizou cerca de 200 policiais para o cumprimento de 50 mandados de busca e apreensão no Distrito Federal, São Paulo, Goiás, Paraná, Ceará e Rio Grande do Norte. A investigação, que teve início há cinco meses após alerta da Secretaria de Prêmios e Apostas do Ministério da Fazenda, aponta uma movimentação financeira de aproximadamente R$ 1 bilhão envolvendo uma fintech paulista e empresas associadas.
Segundo os investigadores, o esquema utilizava dezenas de empresas de fachada para receber e redistribuir valores de apostadores. Em diligências, a polícia encontrou endereços fictícios, incluindo locais que abrigavam desde clínicas de assistência psicossocial até lojas de artigos esotéricos, todas operando como fachadas para o fluxo de recursos. Parte do montante era convertida em criptoativos para dificultar o rastreamento pelas autoridades.
Além do bloqueio de bens, a Justiça determinou o afastamento dos sigilos bancário e fiscal de 82 pessoas físicas e 83 jurídicas, a suspensão de 100 CNPJs e a proibição de abertura de novas contas bancárias pelos investigados por 90 dias. A PCDF busca agora identificar os responsáveis pelo comando das plataformas e mensurar os prejuízos causados aos apostadores.
Em resumo
- A Operação Azzardo investiga bets ilegais e lavagem de dinheiro com bloqueio judicial de R$ 3,483 bilhões.
- A ação abrange o Distrito Federal e cinco estados, com foco em uma fintech e empresas de fachada.
- A investigação começou após denúncia da Secretaria de Prêmios e Apostas do Ministério da Fazenda.
Fonte: Diário do Centro do Mundo

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