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Crise bancária derruba Santiago Peña: Presidente do Paraguai renuncia ao cargo

O presidente paraguaio Santiago Peña deixa o poder após intervenção no Ueno Bank afetar milhões de cidadãos e enfrentar processo de impeachment no Congresso.

Foto: Santiago Peña, presidente do Paraguai que renunciou nesta quinta (5). Foto: Reprodução · Original e licença

O presidente do Paraguai, Santiago Peña, anunciou nesta quinta-feira (5) sua renúncia ao cargo. A decisão ocorre em meio a uma grave crise política e financeira deflagrada pela intervenção do Banco Central do país no Ueno Bank, a maior instituição privada do sistema bancário paraguaio.

A medida do Banco Central resultou no bloqueio das contas de 3 milhões de usuários, o que representa quase metade da população do país. O cenário de instabilidade levou o Congresso paraguaio a iniciar uma sessão para debater o impeachment de Peña, sob acusações de conflito de interesses, manipulação regulatória e possíveis irregularidades na gestão de recursos de aposentadorias.

Economista de 47 anos, Peña foi ministro da Fazenda entre 2015 e 2017 e manteve vínculos societários com o grupo proprietário do Ueno Bank até março de 2025. Durante o processo de impeachment, a deputada oposicionista Rocío Vallejo afirmou que o presidente foi a origem do problema que atingiu milhões de paraguaios.

Em sua defesa, Peña declarou que os responsáveis por irregularidades responderão à Justiça sem exceções. O agora ex-presidente também promulgou uma lei visando acelerar a recuperação dos valores pelos poupadores afetados. Com a saída de Peña, o vice-presidente Pedro Alliana deve assumir o comando do país.

O governo de Peña foi marcado por um forte alinhamento com os Estados Unidos sob a gestão de Donald Trump e com o bolsonarismo. Recentemente, o Paraguai integrou a iniciativa militar 'Escudo das Américas' e firmou acordos que permitem a presença de militares americanos em território nacional.

Em resumo

  • Santiago Peña renunciou à presidência do Paraguai nesta quinta-feira (5).
  • A renúncia foi motivada por uma crise financeira após intervenção no Ueno Bank, que bloqueou contas de 3 milhões de pessoas.
  • O Congresso paraguaio já havia iniciado um processo de impeachment contra o mandatário.
  • O vice-presidente Pedro Alliana é o sucessor imediato para o cargo.

Fonte: Diário do Centro do Mundo

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