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Crise bancária derruba Santiago Peña e Pedro Alliana assume presidência do Paraguai

Após colapso do banco Ueno e perda de apoio político, Santiago Peña renuncia ao cargo de presidente; vice Pedro Alliana assume o comando do país.

Foto: Pedro Alliana, vice-presidente do Paraguai Crédito: Reprodução/X · Original e licença

O Paraguai vive uma mudança drástica em seu comando político nesta quinta-feira (5). O presidente Santiago Peña renunciou ao cargo após o agravamento de uma crise bancária sem precedentes, que culminou no colapso do banco digital Ueno. Com a renúncia, o vice-presidente Pedro Alliana assume a chefia do Executivo, uma vez que o Congresso paraguaio barrou o pedido de impeachment que tramitava contra ele.

A queda de Peña foi acelerada pelo desmoronamento do Ueno, instituição que atendia cerca de 3 milhões de clientes e detinha aproximadamente US$ 850 milhões em depósitos públicos, incluindo verbas do Instituto de Previdência Social. O Banco Central do Paraguai iniciou a liquidação da entidade após detectar irregularidades na concessão de empréstimos a empresas do próprio grupo controlador.

A situação tornou-se insustentável para o presidente, que foi acionista do grupo proprietário do banco até março de 2025. A oposição, que articulava o impeachment, denunciou conflitos de interesse e suposto desvio de recursos. A pressão política atingiu o ápice quando Horacio Cartes, mentor de Peña e presidente do Partido Colorado, retirou seu apoio ao governo, isolando o mandatário.

Em pronunciamento, Peña justificou sua saída como um gesto para preservar a estabilidade e a paz social. Enquanto isso, a Justiça paraguaia avança nas investigações: 27 pessoas ligadas ao banco foram acusadas formalmente e tiveram seus bens bloqueados. O sistema financeiro do país enfrenta instabilidade, com clientes buscando migrar suas contas para outras instituições.

Em resumo

  • Santiago Peña renunciou à presidência após o colapso do banco Ueno, que afetou 3 milhões de clientes.
  • O Congresso rejeitou o impeachment do vice Pedro Alliana, que assume o governo paraguaio.
  • A Justiça bloqueou bens e emitiu mandados de prisão contra 27 envolvidos no escândalo financeiro.
  • O governo é investigado por suspeitas de conflito de interesses e má gestão de recursos previdenciários.

Fonte: Brasil 247

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