Justiça barra perseguição ideológica e ordena remoção de listas de boicote no RS
Decisões judiciais em Campo Bom e investigações em Nova Petrópolis combatem a exposição de comerciantes e profissionais liberais por motivações políticas.

Foto: Campanha promovida por bolsonaristas para demitir quem votou no PT. Foto: Reprodução · Original e licença
A Justiça do Rio Grande do Sul interveio para frear uma onda de perseguição política que atingia pequenos e médios empresários. A 2ª Vara Cível da Comarca de Campo Bom determinou a exclusão imediata de publicações em redes sociais que promoviam o boicote a estabelecimentos rotulados como "petistas".
As decisões, motivadas por ações de comerciantes locais, estabelecem um prazo de 24 horas para a remoção do conteúdo, sob pena de multa diária de R$ 300. Além disso, o Judiciário proibiu a criação ou o compartilhamento de novas listas com o mesmo objetivo de induzir consumidores a evitar lojas por conta de suposto posicionamento ideológico.
O impacto dessas listas, que circulavam em grupos comunitários, gerou um clima de hostilidade contra os empreendedores. Uma das empresas afetadas relatou ter sofrido ataques diretos de clientes após ter seu nome incluído indevidamente em uma relação de alvos de boicote.
O cenário de intolerância se estende a outras cidades gaúchas. Em Nova Petrópolis, cerca de 40 pessoas, incluindo advogados, professores e prestadores de serviços, registraram um boletim de ocorrência coletivo após serem expostas em uma lista denominada "Lista de Larápios". O delegado Fábio Idalgo Peres confirmou que a Polícia Civil está coletando provas digitais para apurar possíveis crimes decorrentes da exposição.
Em resumo
- Justiça de Campo Bom ordena remoção de listas de boicote a comércios sob pena de multa.
- Decisão proíbe a circulação de novos materiais que incentivem o boicote ideológico.
- Polícia Civil investiga exposição de profissionais e empresários em Nova Petrópolis.
- Autoridades orientam vítimas a preservarem provas digitais para responsabilização criminal.
Fonte: Diário do Centro do Mundo

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