Política

Prefeito no Maranhão ameaça retirar serviços de saúde após derrota de aliado de Bolsonaro

Fernando Bermuda, prefeito de Campestre do Maranhão, condiciona a manutenção de atendimentos médicos e remédios ao resultado das urnas.

Foto: Fernando Bermuda, prefeito de Campestre do Maranhão (MA). Foto: Reprodução · Original e licença

O prefeito de Campestre do Maranhão, Fernando Bermuda (Republicanos), gerou polêmica ao ameaçar reduzir serviços públicos essenciais, especialmente na área da saúde, após a derrota de Flávio Bolsonaro (PL) nas urnas. Em vídeo compartilhado em grupos de mensagens da cidade, o gestor responsabilizou diretamente os eleitores que não votaram em seus candidatos pela possível falta de médicos e medicamentos no município.

Bermuda alegou que a cidade teria deixado de receber investimentos de deputados aliados e afirmou que a estrutura atual, que inclui atendimento 24 horas e oito ambulâncias, estaria ameaçada pela insuficiência de repasses. O prefeito chegou a declarar aos eleitores que "foi o seu voto que contribuiu para isso", sugerindo que a continuidade dos serviços depende de alinhamento político.

Em nota oficial enviada ao portal Metrópoles, a prefeitura informou que, diante da incerteza orçamentária para 2027 e da limitação de recursos, estuda reorganizar consultas e procedimentos. A gestão sustenta que a prioridade será manter atendimentos essenciais até o fim de 2026, destacando a dependência de emendas parlamentares para complementar o custeio da média e alta complexidade.

Esta não é a primeira vez que o prefeito adota posturas controversas durante o pleito. Em agosto, Bermuda já havia sido alvo de críticas por ameaçar demitir servidores que não apoiassem Flávio Bolsonaro, episódio que resultou em sua expulsão do PSB. Apesar das ameaças, aliados do prefeito, como o deputado federal Pedro Lucas Fernandes (União Brasil) e o deputado estadual Paulo Casé Fernandes, foram eleitos.

Em resumo

  • O prefeito Fernando Bermuda ameaçou cortar serviços de saúde após a derrota de Flávio Bolsonaro.
  • A gestão municipal alega insuficiência de verbas e estuda reorganizar o atendimento médico.
  • O prefeito já havia sido expulso do PSB em agosto por ameaçar servidores que não seguissem sua orientação eleitoral.

Fonte: Diário do Centro do Mundo

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