Lara Resende desmente boatos sobre governo e aponta tentativa de sabotagem a sua proposta
O economista André Lara Resende nega qualquer contato com o presidente Lula e critica rumores sobre sua entrada no governo, defendendo sua proposta de um novo conselho fiscal.

Foto: O economista André Lara Resende. Foto: Geraldo Magela/Agência Senado · Original e licença
O economista André Lara Resende, um dos arquitetos do Plano Real, veio a público nesta quarta-feira (5) para desmentir especulações sobre uma possível aproximação com o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Em entrevista à BBC News Brasil, o ex-presidente do BNDES afirmou categoricamente que não possui reuniões agendadas nem manteve qualquer diálogo com o petista sobre a criação de um órgão de coordenação entre as políticas fiscal e monetária.
Para Lara Resende, a circulação de boatos sobre sua entrada na gestão federal tem um objetivo claro: desgastar a proposta que ele apresentou em setembro, que sugere a criação de um Conselho Fiscal e Monetário Nacional. O economista classificou a notícia como uma manobra para "queimar" a ideia e atingir figuras políticas que a apoiaram, como a deputada federal Gleisi Hoffmann (PT). "Eu não falei com o presidente Lula", declarou o economista.
A proposta de Lara Resende, que precisaria de aval do Congresso para ser implementada, defende a criação de um conselho composto pelo presidente do Banco Central, ministro da Fazenda, secretário do Tesouro e especialistas. O objetivo seria fixar diretrizes de longo prazo, mantendo a autonomia operacional do Banco Central. O economista sustenta que o alto custo dos juros é o principal motor da dívida pública, e não o déficit primário, rebatendo críticas de setores do mercado financeiro que veem riscos à autonomia da autoridade monetária.
Em resumo
- André Lara Resende negou qualquer contato ou convite para integrar o governo Lula.
- O economista afirmou que os rumores visam sabotar sua proposta de criação de um Conselho Fiscal e Monetário Nacional.
- A ideia prevê diretrizes de longo prazo para juros e política fiscal, dependendo de aprovação legislativa.
- A proposta enfrenta resistência de setores do mercado e da oposição, que temem impactos na autonomia do Banco Central.
Fonte: Diário do Centro do Mundo

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