Justiça impõe censura e força retirada de reportagens investigativas do ICL do ar
O portal ICL Notícias retirou do ar reportagens sobre o advogado Willer Tomaz após decisão judicial que exigiu alterações em fatos e títulos, configurando censura.

O portal ICL Notícias e a newsletter Noites Húngaras foram forçados a retirar do ar duas reportagens investigativas publicadas em setembro e outubro deste ano. A decisão partiu da 15ª Vara Cível de Brasília, que, embora não tenha ordenado a exclusão total do conteúdo, impôs mudanças em títulos e dados factuais que, segundo o veículo, desfiguraram completamente o trabalho jornalístico.
As matérias, assinadas pelos jornalistas Alice Maciel e Paulo Motoryn, investigavam conexões empresariais envolvendo o advogado Willer Tomaz, conhecido por sua proximidade com o senador Flávio Bolsonaro. A apuração baseou-se em documentos públicos e registros oficiais para analisar a atuação de Lídia Maria Figueiredo Mazelli em sociedades ligadas ao advogado. Foi a própria Lídia quem acionou a Justiça, questionando a exposição de sua trajetória profissional e de seu papel nas empresas citadas.
Diante da determinação judicial, que incluía uma multa diária de R$ 1 mil em caso de descumprimento, o ICL optou por remover os textos do portal. O editor-chefe, Chico Alves, classificou a medida como uma forma de censura que impede o acesso da sociedade a informações de interesse público. O veículo já prepara um recurso para tentar reverter a decisão e restabelecer a publicação original.
Em resumo
- A 15ª Vara Cível de Brasília exigiu alterações em reportagens sobre o advogado Willer Tomaz.
- O ICL Notícias retirou o conteúdo do ar por considerar que as mudanças impostas desfiguravam a investigação.
- O portal recorre da decisão judicial, que impõe multa diária de R$ 1 mil.
Fonte: ICL Notícias

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