Meta nega favorecimento a Flávio Bolsonaro em resposta ao TSE
Em defesa apresentada ao Tribunal Superior Eleitoral, a Meta refuta acusações de viés algorítmico e detalha estratégias digitais das campanhas.

Foto: Logotipo da Meta, que foi acusada pela campanha de Lula de favorecer Flávio Bolsonaro - Dado Ruvic/Reuters · Original e licença
A Meta, empresa responsável pelo Instagram e Facebook, apresentou nesta sexta-feira (6) sua defesa ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em relação a uma ação movida pela campanha de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A companhia nega categoricamente que tenha havido qualquer viés na distribuição de conteúdos para beneficiar a candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) durante o período eleitoral.
Segundo a big tech, as alegações de favorecimento baseiam-se em interpretações equivocadas de dados. A empresa argumenta que as métricas de visualização foram distorcidas por fatores técnicos, como a repetição de reproduções em vídeos curtos (reels), e pelas distintas estratégias de comunicação adotadas pelos candidatos. A Meta destacou que, enquanto Flávio Bolsonaro optou por publicações menos frequentes com maior alcance individual, a campanha de Lula priorizou um volume maior de postagens.
Dados apresentados pela plataforma indicam que, na distribuição orgânica, o conteúdo de Lula alcançou 50% mais pessoas do que o de Flávio Bolsonaro. A empresa também esclareceu que o alcance elevado de parlamentares aliados ao bolsonarismo, como o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG), deve-se à alta taxa de repetição de visualizações por parte dos usuários, e não a uma preferência do algoritmo.
A Meta reforçou que variações no alcance são reflexos naturais de engajamento, como curtidas e comentários, e não evidências de manipulação. A companhia declarou que seguirá contestando o que classifica como "alegações falsas e infundadas que distorcem a forma como o conteúdo é distribuído".
Em resumo
- A Meta negou ao TSE qualquer favorecimento a Flávio Bolsonaro nas eleições.
- A empresa afirma que o alcance orgânico de Lula foi 50% superior ao do adversário.
- A big tech atribui a percepção de viés a falhas na interpretação de dados e estratégias digitais distintas.
Fonte: Folha de S.Paulo

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