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Senado paraguaio ignora pedido de Peña e acelera processo de impeachment

Em meio à crise bancária, o Senado do Paraguai rejeitou adiar o julgamento de Santiago Peña e validou as provas apresentadas pela oposição.

Foto: O presidente do Paraguai, Santiago Peña, que também foi sócio do Ueno Bank até 2025 • José Cruz/ Agência Brasil · Original e licença

O cerco se fecha contra o presidente do Paraguai, Santiago Peña. Nesta sexta-feira (6), o Senado paraguaio rejeitou, por 39 votos a 3, o pedido da defesa para adiar em 72 horas o julgamento do processo de impeachment que ameaça o seu mandato. A decisão marca um novo revés para o chefe do Executivo, que enfrenta uma grave crise política desencadeada pela liquidação do Ueno Bank.

Na mesma sessão, os parlamentares aprovaram por unanimidade a admissão das provas enviadas pela Câmara dos Deputados. Com 41 votos favoráveis, documentos e relatórios que sustentam as acusações contra Peña foram formalmente incorporados ao processo. As objeções preliminares da defesa, que alegava falta de tempo para preparar os argumentos, também foram descartadas pelo plenário.

O advogado de defesa, Adolfo Ferreiro, classificou o rito como irregular e não descartou levar o caso à Corte Interamericana de Direitos Humanos caso o impeachment seja concretizado. Enquanto o processo avança, o Congresso ainda aguarda a análise da carta de renúncia apresentada pelo presidente na quinta-feira (5).

A crise que coloca o governo em xeque está ligada à quebra do Ueno Bank, instituição que administrava cerca de US$ 850 milhões em depósitos públicos, incluindo recursos do sistema de aposentadorias. A oposição aponta possíveis conflitos de interesse, já que Peña foi acionista do grupo controlador do banco até março de 2025.

Para que o afastamento definitivo seja aprovado, são necessários 30 votos — dois terços do Senado. Caso o impeachment prospere, o vice-presidente Pedro Alliana assumirá o cargo até o fim do mandato, em 2028. Se condenado, Peña também perde o direito à prerrogativa de senador vitalício.

Em resumo

  • O Senado paraguaio negou o adiamento do julgamento de impeachment de Santiago Peña.
  • Provas da acusação foram aceitas por unanimidade, dando continuidade ao rito parlamentar.
  • O processo é motivado pela crise do Ueno Bank, que envolvia depósitos públicos e recursos previdenciários.
  • A permanência de Peña depende de 30 votos no Senado, enquanto sua carta de renúncia aguarda deliberação.

Fonte: ICL Notícias

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