STF mantém influência sobre o Palácio Guanabara e decide futuro do 2º turno no Rio
Ação do PSD no Supremo Tribunal Federal coloca em xeque o resultado das eleições fluminenses e prolonga a intervenção da Corte na política estadual.

A disputa pelo governo do Rio de Janeiro ganhou um novo capítulo jurídico que mantém o Supremo Tribunal Federal (STF) no centro da política fluminense por quase um ano. O ministro Cristiano Zanin é o relator de uma ação movida pelo PSD que questiona a validade do primeiro turno das eleições estaduais, colocando em dúvida a proclamação de Douglas Ruas (PL) como governador eleito.
O impasse jurídico gira em torno da anulação dos votos destinados a Anthony Garotinho (Republicanos). Após o TSE indeferir o registro de candidatura do ex-governador, a retotalização dos votos elevou o percentual de Ruas para 50,88%, garantindo sua vitória ainda no primeiro turno. O PSD, contudo, argumenta que a anulação dos 274 mil votos de Garotinho desrespeita a vontade popular e exige a realização de um segundo turno contra o ex-prefeito Eduardo Paes.
Enquanto o STF não define o destino do pleito, o estado segue sob a gestão interina do desembargador Ricardo Couto, presidente do Tribunal de Justiça do Rio (TJ-RJ). A permanência de Couto no Palácio Guanabara é fruto de uma liminar concedida por Zanin, que ainda aguarda manifestações da Advocacia-Geral da União (AGU) e da Procuradoria-Geral da República (PGR) para avançar no mérito da questão.
A presença do Supremo na política local tem sido constante desde o início das investigações sobre infiltrações do crime organizado no governo, que resultaram em prisões de figuras influentes, como o ex-presidente da Assembleia Legislativa, Rodrigo Bacellar, e o deputado estadual Márcio Canella. O cenário de instabilidade, marcado por sucessivas decisões judiciais, mantém o Rio de Janeiro em um vácuo de poder prolongado.
Em resumo
- O PSD acionou o STF para tentar forçar um segundo turno no Rio, contestando a anulação dos votos de Anthony Garotinho.
- O ministro Cristiano Zanin é o relator do caso e também o responsável pela liminar que mantém o desembargador Ricardo Couto como governador interino.
- A crise política no estado é agravada por investigações do STF sobre ligações entre políticos e o crime organizado, que levaram à prisão de lideranças como Rodrigo Bacellar.
Fonte: ICL Notícias

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