Em guinada radical, Trump entrega comando da Casa Branca a Stephen Miller
Após derrota eleitoral, Donald Trump nomeia Stephen Miller como novo chefe de gabinete, sinalizando endurecimento ideológico e foco em políticas migratórias.

Foto: - Stephen Miller, agora chefe de gabinete da Casa Branca - Foto: Finn Gomez / GETTY IMAGES NORTH AMERICA / Getty Images via AFP · Original e licença
Em uma resposta direta à derrota sofrida pelo Partido Republicano nas eleições de meio de mandato, realizadas na última terça-feira (3), o presidente Donald Trump promoveu uma mudança drástica na cúpula de seu governo. Nesta sexta-feira (6), a Casa Branca oficializou a nomeação de Stephen Miller para o cargo de chefe de gabinete, substituindo Susie Wiles.
A escolha de Miller, figura central da ala mais radical do movimento MAGA, marca o fim de uma tentativa de pragmatismo na gestão e sinaliza que o governo pretende dobrar a aposta no confronto político. A saída de Wiles integra uma série de baixas femininas no alto escalão, que já incluiu nomes como Pam Bondi, Kristi Noem e Tulsi Gabbard, cujas posições têm sido ocupadas por homens alinhados à linha dura do partido.
Stephen Miller, de 41 anos, é conhecido por sua atuação como estrategista de políticas migratórias agressivas. Durante a primeira passagem de Trump pela presidência, ele foi o idealizador da política de 'tolerância zero', que resultou na separação de famílias na fronteira, além de ter articulado o veto a cidadãos de nações muçulmanas e o desvio de verbas para a construção do muro na fronteira com o México.
A mudança ocorre em um momento de fragilidade institucional para o governo, após o Partido Democrata conquistar a maioria na Câmara e no Senado, paralisando a agenda legislativa republicana. Enquanto setores tradicionais do partido atribuem o revés eleitoral à crise econômica, a ala radical, representada pelo vice-presidente J. D. Vance, defende a manutenção da pauta conservadora. Vance celebrou a nomeação, classificando Miller como um 'patriota incrível'.
Em resumo
- Donald Trump nomeou Stephen Miller como novo chefe de gabinete nesta sexta-feira (6).
- A decisão sucede a derrota republicana nas eleições de meio de mandato, que entregou o controle do Congresso aos democratas.
- Miller é reconhecido por sua atuação em políticas de deportação em massa e medidas migratórias controversas.
- A nomeação indica um entrincheiramento ideológico do governo para o restante do mandato.
Fonte: Revista Fórum

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