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Em tom belicoso, Trump ameaça destruir o Irã e admite impacto eleitoral de guerra

Após derrota republicana nas eleições de meio de mandato, Donald Trump endurece discurso contra o Irã e associa conflito militar ao desgaste político.

Foto: Presidente dos EUA, Donald Trump, coloca um boné do movimento Maga durante evento em Washington — Foto: Brendan SMIALOWSKI / AFP · Original e licença

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, elevou o tom das ameaças contra o Irã nesta quinta-feira (5). Em declaração no Salão Oval da Casa Branca, o mandatário afirmou que pode ser necessário destruir o restante do país caso Teerã não aceite as condições impostas por Washington para o controle de seu programa nuclear.

Ao ser questionado por jornalistas sobre as negociações em curso, Trump foi enfático ao dizer que prefere evitar a destruição total, mas que não descarta a medida. O presidente sustentou que os Estados Unidos deterão o poder de decisão sobre os próximos passos do governo iraniano, alegando que o país não terá autonomia para avançar em suas capacidades atômicas.

O clima de tensão externa reflete diretamente na política interna americana. Na quarta-feira (4), Trump admitiu que a ofensiva militar — iniciada em 28 de fevereiro por uma coalizão entre Estados Unidos e Israel — foi um fator determinante para a derrota do Partido Republicano nas eleições de meio de mandato, que resultou na perda da maioria na Câmara e no Senado.

O conflito, que já consumiu cerca de US$ 100 bilhões dos cofres públicos segundo estimativas do Pentágono, gerou um forte impacto econômico, elevando a inflação e os preços de combustíveis. Uma pesquisa Reuters/Ipsos revelou que 48% dos eleitores priorizaram o custo de vida nas urnas, enquanto apenas 25% consideraram a intervenção militar justificada.

Em resumo

  • Trump ameaçou destruir o Irã caso o país não ceda sobre o programa nuclear.
  • O presidente reconheceu que a guerra contribuiu para a derrota republicana nas eleições.
  • O conflito, iniciado em fevereiro, já custou US$ 100 bilhões aos EUA.
  • O custo de vida foi o tema central para a maioria dos eleitores americanos.

Fonte: Diário do Centro do Mundo

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