Justiça

Entidades pedem ao MP suspensão do Smart Sampa após sucessivas falhas de segurança

Coalizão Direitos na Rede aciona Ministério Público para investigar vulnerabilidades no sistema de monitoramento da Prefeitura de São Paulo que expuseram dados e imagens.

Foto: - Inauguração da central de monitoramento por câmeras do programa Smart Sampa. Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil · Original e licença

A Coalizão Direitos na Rede (CDR), que congrega mais de 40 organizações da sociedade civil, protocolou uma representação junto ao Ministério Público de São Paulo exigindo uma investigação rigorosa sobre o programa Smart Sampa. O pedido surge após a revelação de duas falhas graves de segurança no sistema de videomonitoramento da prefeitura em menos de um mês, gerando alertas sobre a proteção de dados e a privacidade dos cidadãos.

O caso mais recente envolveu a plataforma Monuv, onde cerca de 17 mil câmeras de empresas parceiras integradas ao sistema ficaram acessíveis sem qualquer autenticação por pelo menos cinco dias. Pouco antes, em 20 de outubro, o portal UOL revelou que credenciais técnicas de acesso ao Smart Sampa permaneceram expostas na internet por 11 meses, comprometendo a segurança de 58 mil equipamentos instalados em locais sensíveis, como escolas, creches e unidades de saúde.

Para a CDR, a recorrência dos problemas demonstra uma vulnerabilidade estrutural no programa. A entidade defende a suspensão cautelar do sistema até que auditorias independentes comprovem a segurança dos mecanismos de controle. Caso a interrupção total não ocorra, o grupo solicita, ao menos, o desligamento imediato das câmeras instaladas em ambientes de saúde e educação, locais onde a exposição de rotinas e identidades pode causar danos graves aos usuários.

A Prefeitura de São Paulo, por sua vez, negou a ocorrência de ataques externos e transferiu aos parceiros privados a responsabilidade pelas falhas nas câmeras integradas. A representação da CDR busca agora articular-se com uma Ação Civil Pública já em curso na Justiça paulista, que questiona a legalidade e os impactos do programa, visando evitar a duplicidade de esforços na apuração dos fatos.

Em resumo

  • A CDR pede ao MP a suspensão do Smart Sampa devido a falhas que expuseram milhares de câmeras.
  • Dados técnicos e imagens de 58 mil equipamentos ficaram vulneráveis por quase um ano.
  • Entidades alertam para o risco à privacidade em escolas, creches e unidades de saúde.
  • A prefeitura nega ataques e atribui a responsabilidade das falhas a parceiros privados.

Fonte: Revista Fórum

COMECE A CONVERSA

O que você acha desta notícia?

Seja o primeiro a compartilhar sua opinião.

Comentários

Próxima notíciaMãe é presa após confessar morte de filhos em caso que choca o Paraná