Lula mira Margem Equatorial e impõe regras para data centers em nova estratégia energética
O governo federal aprovou o Plano Nacional de Transição Energética e definiu que investidores de centros de dados deverão gerar sua própria energia. Lula reforçou que o ajuste fiscal não será feito sobre os mais pobres.

Foto: Lula Crédito: Ricardo Stuckert/PR · Original e licença
Durante reunião do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) realizada nesta sexta-feira (6), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu o potencial petrolífero da Margem Equatorial brasileira. O governo projeta que a Petrobras invista cerca de 2,5 bilhões de dólares na perfuração de 15 poços na região entre 2026 e 2030. Para o presidente, a exploração de novas reservas não conflita com o compromisso do país com a descarbonização.
Lula afirmou que o Brasil levará à COP31, na Turquia, um plano de transição energética fundamentado em resultados práticos, como o histórico do pré-sal e o avanço dos biocombustíveis. O mandatário sustentou que o país possui autoridade para cobrar ações globais, pois tem demonstrado na prática a viabilidade de conciliar preservação ambiental com desenvolvimento econômico, citando o Fundo Amazônia e o Fundo Florestas Tropicais para Sempre como ferramentas de conservação.
O CNPE oficializou o Plano Nacional de Transição Energética (Plante), que estabelece metas de longo prazo com revisões quadrienais. Além disso, foi criado um grupo de trabalho para estruturar a Estratégia Nacional de Eletromobilidade, com foco na integração de veículos híbridos que utilizam etanol. O vice-presidente Geraldo Alckmin destacou o protagonismo brasileiro na produção de combustível sustentável de aviação e o aumento da mistura de biocombustíveis na matriz nacional.
Sobre a expansão da infraestrutura digital, Lula impôs uma condição clara para a instalação de data centers no país: as empresas deverão construir suas próprias fontes de energia. O presidente justificou que o fornecimento elétrico destinado à população não pode ser comprometido por grandes centros de processamento de dados. Paralelamente, o governo sinalizou que pretende industrializar a exploração de terras raras, exigindo parcerias locais para evitar a exportação de matéria-prima in natura.
Em relação à economia, o presidente rebateu as cobranças do mercado financeiro por cortes de gastos. Lula assegurou que sua gestão mantém o compromisso com a responsabilidade fiscal, mas garantiu que o ajuste não será realizado à custa de sacrifícios da população de baixa renda, elogiando o esforço de sua equipe econômica na gestão das contas públicas.
Em resumo: - O governo aprovou o Plano Nacional de Transição Energética e criou diretrizes para a eletromobilidade. - Investidores de data centers deverão garantir sua própria geração de energia para operar no Brasil. - Lula defendeu a industrialização nacional a partir de minerais críticos e terras raras. - O presidente reafirmou que o ajuste fiscal não será feito sobre os mais pobres.
Fonte: Brasil 247

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