Política · Segurança

Parlamentares negras de SP e RJ são alvos de ameaças de morte e violência sexual

Deputadas estaduais denunciam ataques criminosos recebidos por e-mail e cobram investigação rigorosa das autoridades policiais.

Foto: - Deputada Ediane Maria - Foto: Bruna Sampaio/Alesp · Original e licença

Um grupo de cinco deputadas estaduais de São Paulo e do Rio de Janeiro foi alvo de graves ameaças de morte e violência sexual na madrugada da última quarta-feira, dia 4 de novembro. As parlamentares Ediane Maria e Paula Nunes, ambas do PSOL-SP, juntamente com Renata Souza e Dani Monteiro, do PSOL-RJ, e Dani Balbi, do PCdoB-RJ, foram surpreendidas por uma mensagem eletrônica enviada por um indivíduo que se autointitulou neonazista e integralista.

O caso é tratado pelas parlamentares como uma clara manifestação de violência política de gênero, marcada por um viés racista e transfóbico. Em declarações públicas, a deputada Ediane Maria enfatizou que o ódio direcionado a mulheres negras no exercício de seus mandatos não pode ser tolerado e exige uma resposta firme do Estado para que o autor seja identificado e punido.

As parlamentares emitiram um posicionamento conjunto reforçando que não se deixarão intimidar por táticas de terror. Elas destacaram que, embora ataques de cunho misógino sejam recorrentes, a coordenação desta ameaça contra representantes de duas casas legislativas diferentes eleva a gravidade da situação.

Para buscar justiça, as deputadas formalizaram um protocolo na Delegacia de Repressão aos Crimes Raciais e Delitos de Intolerância (Decradi-SP). Além disso, solicitaram uma audiência com a Polícia Federal e requisitaram que as presidências da Alesp e da Alerj forneçam os metadados necessários para auxiliar o rastreamento do criminoso.

Em resumo: - Cinco deputadas negras de SP e RJ foram ameaçadas de morte e estupro por e-mail. - O autor das mensagens se identificou como neonazista e integralista. - As parlamentares acionaram o Decradi-SP e solicitaram apoio da Polícia Federal. - As presidências da Alesp e Alerj foram notificadas para colaborar com a apuração dos fatos.

Fonte: Revista Fórum

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