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Impeachment de Santiago Peña segue no Paraguai após escândalo financeiro e renúncia

O Congresso paraguaio mantém o julgamento político contra o presidente Santiago Peña, mesmo após o anúncio de sua renúncia, em meio a denúncias de corrupção e má gestão de recursos públicos.

Foto: Santiago Peña Crédito: Cesar Olmedo/Reuters · Original e licença

O cenário político no Paraguai atravessa uma crise profunda com o prosseguimento do processo de impeachment contra Santiago Peña. Embora o presidente tenha comunicado sua renúncia através de um vídeo nas redes sociais, alegando que o bem-estar do país deveria prevalecer sobre qualquer cargo, o Legislativo decidiu manter o rito de julgamento. A Câmara dos Deputados negou o arquivamento da medida, transferindo a responsabilidade da análise para o Senado, que deu continuidade aos trâmites nesta sexta-feira (6).

O estopim para a instabilidade foi a liquidação do Ueno Bank, decretada pelo Banco Central do Paraguai na última terça-feira (3). A instituição financeira, que geria cerca de 3 milhões de contas e aproximadamente 850 milhões de dólares em verbas estatais e previdenciárias, apresentou uma solvência muito abaixo dos limites legais. A fragilidade do banco foi atribuída a empréstimos concedidos a empresas do próprio Grupo Vázquez, que detinha o controle da instituição.

Os parlamentares que lideram a acusação sustentam que houve uma rede de favorecimento envolvendo o presidente. Peña manteve laços acionários com empresas do Grupo Vázquez até março de 2025, o que levanta suspeitas de conflito de interesses. Além disso, o processo apura denúncias de enriquecimento ilícito e uma possível negligência do Banco Central na supervisão do banco, ressaltando que o ex-presidente da autoridade monetária, Carlos Carvallo, ocupou cargos de direção no Ueno Bank até 2023.

O pedido de impeachment também coloca sob lupa a gestão do Instituto de Previdência Social (IPS). Segundo os deputados, o banco operava com cerca de 4,5 bilhões de reais provenientes de recursos públicos e previdenciários, gerando questionamentos sobre a interferência política na administração desses valores. A pressão popular nas ruas, que exigia respostas sobre o uso do dinheiro público, foi um fator determinante para que o Congresso não interrompesse o processo, mesmo com a saída de Peña do Palácio de López.

Em resumo: - O Senado paraguaio mantém o julgamento de impeachment de Santiago Peña, ignorando sua renúncia. - O caso é motivado pela liquidação do Ueno Bank, que geria bilhões em recursos públicos e previdenciários. - Peña é investigado por suspeitas de enriquecimento ilícito e favorecimento ao Grupo Vázquez.

Fonte: Brasil 247

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