Política · Justiça

Erika Hilton intensifica pressão por CPI para investigar atuação das Big Techs nas eleições

Com 95 assinaturas, deputada Erika Hilton busca apoio parlamentar para instaurar comissão que investigará o papel das plataformas digitais no pleito de 2026.

Foto: A deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP). Foto: Ronny Santos/Folhapress · Original e licença

A deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) intensificou as articulações nos bastidores da Câmara dos Deputados para viabilizar a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) voltada a investigar a conduta das plataformas digitais durante as eleições de 2026. Até o momento, a parlamentar já angariou 95 assinaturas, mas ainda precisa alcançar o quórum de 171 adesões para que o colegiado seja formalmente instaurado.

O foco central da investigação proposta é a Meta, empresa que gerencia o Facebook, Instagram e WhatsApp. A iniciativa ganha força em meio a suspeitas levantadas pela deputada e por setores da campanha do presidente Lula, que questionam se restrições impostas pelos algoritmos teriam prejudicado a circulação de conteúdos do petista, enquanto teriam favorecido o alcance de publicações de Flávio Bolsonaro (PL).

Além da mobilização interna, a pauta conta com forte respaldo popular. Segundo dados divulgados nesta sexta-feira (6), uma petição pública em defesa da apuração já superou a marca de 300 mil assinaturas. Embora o apoio da sociedade civil pressione o debate, a instalação da CPI depende exclusivamente do aval dos parlamentares.

Em resposta a questionamentos feitos ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a Meta negou qualquer viés político em seus sistemas de distribuição. A empresa argumentou que o alcance de Lula no Instagram foi superior em volume acumulado, enquanto o desempenho de Flávio Bolsonaro decorreu de estratégias específicas de engajamento e frequência de postagens, fatores que, segundo a companhia, determinam a entrega de conteúdo na rede.

Em resumo

  • Erika Hilton busca 171 assinaturas para instaurar a CPI das Big Techs; atualmente, o pedido conta com 95 apoios.
  • A investigação pretende apurar a influência de plataformas, especialmente a Meta, nas eleições de 2026.
  • Uma petição popular em favor da comissão já ultrapassou 300 mil assinaturas.
  • A Meta nega favorecimento e atribui variações de alcance a estratégias de engajamento dos usuários.

Fonte: Diário do Centro do Mundo

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