Dólar fecha em alta pressionado por dados dos EUA e debate sobre política fiscal
A moeda norte-americana subiu 0,44% nesta sexta-feira, influenciada pela resiliência do mercado de trabalho americano e pelas discussões sobre o rumo econômico do governo Lula.

Foto: Uma ilustração fotográfica mostra notas de 100 dólares americanos retratadas em Tóquio em 2 de agosto de 2011 Crédito: Yuriko Nakao/Reuters · Original e licença
O dólar encerrou a última sessão da semana em trajetória de alta, cotado a R$ 5,5115, uma valorização de 0,44%. O movimento reflete a pressão externa vinda dos Estados Unidos, onde indicadores de emprego surpreenderam o mercado, somada à cautela de investidores locais em relação às diretrizes econômicas do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
No cenário internacional, o Departamento do Trabalho dos EUA reportou a criação de 165 mil postos de trabalho no mês passado, número que superou as expectativas dos analistas. A resiliência do mercado de trabalho norte-americano fortaleceu a divisa globalmente, com o índice do dólar registrando alta de 0,76%. Especialistas apontam que o dado reforça a possibilidade de novos ajustes nos juros pelo Federal Reserve.
Internamente, o mercado segue atento às sinalizações do Palácio do Planalto. Em reunião do Conselho Nacional de Política Energética, o presidente Lula defendeu que sua gestão equilibra a responsabilidade fiscal com o compromisso social. O mandatário também destacou a meta de fortalecer a soberania econômica do Brasil, visando reduzir a dependência externa em relação a potências como China e Estados Unidos.
Apesar das declarações, analistas do mercado financeiro pontuam que a ausência de uma âncora fiscal definida amplia a sensibilidade do câmbio a choques externos. Na semana, a moeda acumulou uma alta de 1,20% frente ao real.
Em resumo
- O dólar à vista fechou o dia a R$ 5,5115, com alta acumulada de 1,20% na semana.
- Dados de emprego nos EUA superaram previsões, impulsionando a moeda americana globalmente.
- O presidente Lula reiterou a conciliação entre responsabilidade fiscal e social em seu novo mandato.
Fonte: Brasil 247

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